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PILAD REBUÁ: QUEBRA-QUEBRA AVANÇA, MAS CRONOGRAMA, ACABAMENTO E DESTINO DOS MATERIAIS CONTINUAM NO ESCURO

Mesmo sem concluir a primeira quadra da Avenida Pilad Rebuá, a Prefeitura já começou a desmontar o trecho em frente aos Correios e à Secretaria Municipal de Turismo. A obra integra o contrato de R$ 9.539.550,70 com a Infra+ S/A, prorrogado até 6 de novembro de 2026, mas segue sem um cronograma público que informe quando cada quadra será concluída e liberada.

Com a retirada das vagas permanentes, o comércio precisa saber como sobreviverá entre tapumes, poeira e falta de estacionamento. Haverá parquímetros nas ruas próximas? Quanto custará a hora? Quem administrará o sistema? Modernizar a avenida não pode significar deixar o consumidor rodando pelo centro até desistir da compra.

Também falta explicar o destino das plantas retiradas dos canteiros. Serão transplantadas para a Praça do Rotary, conhecida como Praça da Rádio, aproveitadas em outro espaço público ou simplesmente desaparecerão do paisagismo municipal? A mesma prestação de contas deve alcançar os pavers removidos. É preciso informar quantos foram retirados, onde estão armazenados e em qual obra serão reutilizados, antes que esse patrimônio público tome um rumo tão misterioso quanto o cronograma.

A maior preocupação, porém, está debaixo dos pés. O acabamento das novas calçadas seguirá o padrão deixado pela própria Infra+ na Rua Luís da Costa Leite? Ali, o serviço apresenta irregularidades visíveis e um acabamento que está longe de servir como cartão de visitas. Se aquela rua for a amostra grátis, a Pilad Rebuá merece conferir a embalagem antes de receber o mesmo produto em escala milionária.

Cabe à Prefeitura informar quem fiscaliza a execução, quais critérios técnicos serão cobrados e se serviços mal-acabados serão refeitos antes do pagamento. Obra pública não pode virar exposição de paver torto, concreto remendado e acessibilidade apenas no desenho.

Revitalizar o principal corredor comercial e turístico de Bonito exige planejamento, qualidade e transparência. Antes de ampliar o quebra-quebra, a administração deveria concluir cada etapa, proteger o comércio e prestar contas sobre tudo o que retira da avenida. Com R$ 9,5 milhões envolvidos, Bonito merece uma obra bem executada, não uma maquiagem urbana em que as vagas somem, as plantas mudam sem endereço e os pavers saem para passear sem passagem de volta.

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