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Denúncia acende alerta: servidores estariam fazendo “vaquinha” para manter o CER funcionando em Bonito

Uma denúncia recebida pelo Bonito Sem Filtro levanta uma situação preocupante envolvendo o Centro Especializado em Reabilitação (CER) de Bonito.

Segundo o relato, estariam faltando itens básicos para o funcionamento da unidade, como papel higiênico, sabonete, detergente para a cozinha e até água potável para consumo de pacientes e servidores. Vale esclarecer que não se trata de falta de água nas torneiras. Em Bonito, a água da rede de abastecimento possui características calcárias, razão pela qual é comum o consumo de água mineral ou filtrada nas repartições públicas.

O ponto mais preocupante da denúncia é a informação de que servidores estariam realizando “vaquinhas” para comprar água, materiais de limpeza e outros itens indispensáveis ao dia a dia da unidade. Se isso for confirmado, significa que profissionais da saúde estariam assumindo despesas que deveriam ser custeadas pelo poder público.

O problema, segundo relatos recebidos pelo portal, não estaria restrito ao CER. Em escolas da rede municipal, servidores afirmam que há tempos também fazem “vaquinhas” para comprar água para consumo e até garantir um cafezinho durante o expediente. Se essa prática realmente se tornou rotina, ela deixa de ser um caso isolado e passa a indicar uma situação que merece ser apurada.

O que chama ainda mais a atenção é uma coincidência. Justamente nesta quarta-feira, 2 de julho de 2026, foi publicada no Diário Oficial a realização de uma licitação para o fornecimento de água mineral e isotônicos destinados ao atendimento de diversas secretarias do município.

Diante disso, surgem perguntas que a administração precisa responder. Se existe uma licitação para abastecer as secretarias, por que servidores relatam a necessidade de tirar dinheiro do próprio bolso para comprar água? O problema é a falta de contrato, atraso na entrega, falha na distribuição ou deficiência na gestão dos estoques?

O Bonito Sem Filtro não afirma que as denúncias sejam fatos consumados. Por isso, abre espaço para que a Secretaria Municipal de Saúde, a Secretaria Municipal de Educação e a Prefeitura de Bonito apresentem esclarecimentos e informem quais providências estão sendo adotadas.

Servidor público deve trabalhar com dignidade, não bancar o funcionamento da repartição. E a população tem o direito de saber se os recursos destinados à compra desses materiais estão chegando, de fato, a quem precisa.

O Bonito Sem Filtro seguirá acompanhando o caso, porque transparência não é favor. É dever de quem administra o dinheiro público.

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