A Prefeitura de Bonito iniciou a abertura de novas vagas de estacionamento transversal na Rua Luiz da Costa Leite, uma das principais vias comerciais da cidade. A proposta de ampliar o número de vagas pode ser positiva para o trânsito e facilitar o acesso ao comércio. O problema, porém, não é a obra em si, mas a maneira como ela está sendo executada.
Calçadas estão sendo demolidas em frente aos estabelecimentos comerciais, dificultando o acesso de clientes, prejudicando a circulação de pedestres e causando transtornos para quem depende do movimento diário para manter seu negócio funcionando.
Segundo comerciantes da região, não houve consulta prévia sobre a execução da obra nem informações claras sobre o cronograma e os prazos de conclusão de cada trecho.
O momento também preocupa. Muitos empresários afirmam que o comércio local já enfrenta um período de movimento reduzido, reflexo das dificuldades econômicas vividas no país e da percepção de desaceleração do turismo na cidade. Para quem já luta diariamente para manter as portas abertas, qualquer obstáculo ao acesso dos clientes representa mais um desafio.
A pergunta que fica é simples: a Prefeitura pretende reconstruir as calçadas com a mesma rapidez com que está quebrando tudo?
Outra questão levantada pelos comerciantes é por que a administração municipal não optou por executar a obra quadra por quadra, concluindo um trecho antes de iniciar outro. Essa medida reduziria significativamente os prejuízos ao comércio, aos moradores e aos pedestres.
Obras públicas sempre causam transtornos, mas planejamento e bom senso fazem toda a diferença. Quando se trata de uma das principais ruas comerciais de Bonito, o impacto econômico precisa ser levado em consideração.
Quem gera empregos, paga impostos e movimenta a economia local merece ser ouvido. Melhorar a infraestrutura é importante, mas isso não pode acontecer sem diálogo e sem um planejamento que minimize os prejuízos para os comerciantes.
O espaço permanece aberto para que a Prefeitura de Bonito esclareça qual é o cronograma da obra, o prazo para conclusão das calçadas e os motivos pelos quais os comerciantes não foram previamente informados sobre a intervenção.
Porque no Bonito Sem Filtro a pergunta é direta: a obra vai terminar na mesma velocidade em que as calçadas estão sendo destruídas, ou o comércio ficará pagando a conta de mais um planejamento mal executado?


