Influenciadora disse que já sofreu abordagens invasivas no Brasil e no exterior e criticou estereótipos sobre mulheres brasileiras
22 jul
2026
– 00h03
(atualizado às 00h13)
Carol Portaluppi, de 32 anos, usou as redes sociais nesta terça-feira, 21, para relatar episódios de assédio que viveu no Brasil e no exterior. Filha do técnico Renato Gaúcho, a influenciadora criticou o comportamento de alguns turistas estrangeiros, especialmente no Rio de Janeiro, e disse que eles costumam enxergar as mulheres brasileiras de forma estereotipada.
O desabafo começou depois que Carol assistiu a um vídeo de outra mulher relatando situações semelhantes de abuso. A partir disso, ela decidiu compartilhar experiências pessoais.
“É absurdo como alguns gringos aqui no Brasil acham que todas as mulheres são putas. Eles andam aqui na cidade, na Zona Sul, encarando as mulheres como se fossem um pedaço de carne”, afirmou.
Ela também disse que, quando está em outros países, evita revelar que é brasileira por receio da imagem que, segundo ela, muitos estrangeiros têm das mulheres do país.
“Quando eu estou viajando, tenho vergonha de falar que sou brasileira, porque a imagem que eles têm na cabeça é que aqui é tudo oba-oba, que pode fazer qualquer coisa com mulher brasileira.”
Carol contou ainda que já passou por situações de assédio logo após informar sua nacionalidade.
“Já passei várias situações de dizer que eu era brasileira e o cara sair tocando em mim e começar a me puxar para dançar de um jeito totalmente desrespeitoso. Ando na rua aqui, vejo muita coisa, passo por muita coisa e fico enojada. Eles acham que estão acima de tudo, ficam fazendo paiadinha.”
Episódio na imigração dos Estados Unidos
A influenciadora também relembrou um episódio que viveu aos 17 anos, durante sua primeira viagem sozinha ao exterior. Segundo Carol, um agente da imigração americana perguntou se ela era garota de programa. Ela contou a forma que a mulher brasileira é estereotipada fora do país.
“Quando eu tinha 17 anos, fui para Miami e o guarda da imigração perguntou na minha cara se eu era garota de programa. Isso tudo por quê? Porque a mulher brasileira tem corpão e tudo mais. É horrível.”
Ao concluir o desabafo, Carol fez questão de afirmar que não estava generalizando o comportamento dos estrangeiros.
“Eu achei que era nóia minha, mas aí quando vejo esse tipo de vídeo de outras pessoas falando, vejo que não. E é claro que não quero generalizar e falar que são todos, óbvio que não, mas é porque eles vêm aqui para o Brasil e saem tipo caçando e que eles podem fazer qualquer coisa. Mas claro, tem exceções. Ai, não é fácil ser mulher.”

