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Trump diz que guerra no Irã acabará após eleições nos EUA – 09/09/2026 – Mundo


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (9) que a guerra com o Irã terminará “imediatamente após” as eleições de meio de mandato nos EUA, em novembro. Teerã, segundo Trump, estaria tentando influenciar a votação, mas não conseguiria resistir por mais tempo diante da pressão econômica dos EUA.

“Acho que a guerra vai acabar imediatamente após a eleição, porque eles não conseguem mais resistir. Estão desesperados para tentar influenciar a eleição”, disse ele a repórteres antes de partir para a Convenção Nacional Republicana em Dallas, no Texas.

A guerra de Trump contra o Irã entrou recentemente em seu sétimo mês, sem que se vislumbre um fim imediato. Nos primeiros meses de guerra, o presidente americano afirmou múltiplas vezes que o conflito estaria próximo do fim, algo que não se concretizou desde então.

Nesta quarta-feira, o Irã afirmou ter atacado dez navios perto do estreito de Hormuz, depois que os EUA afundaram cinco petroleiros iranianos. A retomada dos combates fez o preço do petróleo disparar.

Os índices de aprovação de Trump caíram recentemente para um nível recorde de baixa devido à frustração dos eleitores com a guerra contra o Irã e ao agravamento da crise do custo de vida nos EUA. As eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, costumam ser um referendo sobre quem ocupa a Casa Branca —e podem retirar dos republicanos o controle do Congresso.

Os preços do petróleo também cairão logo após a eleição, de acordo com Trump, assim que a guerra terminar, embora ele reconheça que negociações diplomáticas ainda sejam uma possibilidade, mas não a opção preferida. “Sim, uma negociação pode ocorrer, mas não é algo que estejamos considerando”, disse o presidente.

Com o mesmo argumento de que Teerã estaria próximo do esgotamento, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse, durante uma visita às tropas israelenses no sul da Síria nesta quarta, que o país persa está à beira do colapso, à medida que os combates se intensificam.

“Ainda há trabalho a ser feito. A principal tarefa é derrubar o regime terrorista no Irã. Estamos muito próximos disso”, disse ele no lado sírio do monte Hermon, na fronteira entre Israel e a Síria, durante uma visita com o ministro da Defesa, Israel Katz. “Sabemos que todo o eixo acabará por entrar em colapso”, acrescentou, referindo-se aos grupos aliados do Irã no Oriente Médio.

No sul da Síria, as forças israelenses estão estacionadas em uma “zona de segurança” desde a queda do ditador Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. Elas ocupam o que antes era uma zona-tampão patrulhada pelas Nações Unidas, que separava as forças israelenses e sírias nas colinas de Golã, território sírio ocupado por Israel há décadas.

“Não permitiremos que nenhum Exército terrorista se estabeleça em nossa fronteira”, afirmou Netanyahu.

Sua viagem através da fronteira gerou condenação por parte de Damasco, que a classificou como provocativa e uma violação da soberania do país.

“A República Árabe Síria condena veementemente a entrada ilegal do primeiro-ministro da ocupação israelense, Binyamin Netanyahu, em território sírio e sua visita ao monte Hermon, em um ato provocativo e uma violação flagrante da soberania e da integridade territorial da República Árabe Síria e do direito internacional”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores sírio.

O primeiro-ministro esteve acompanhado pelo ministro da Defesa, Israel Katz, que se dirigiu ao presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, em uma mensagem de vídeo filmada no topo do monte Hermon, prometendo que as tropas não se retirarão.

“Estamos aqui enviando uma mensagem muito forte e clara ao presidente da Síria, que se encontra a 35 km daqui, em seu palácio em Damasco: estamos aqui no monte Hermon, estamos na zona de segurança e não vamos sair daqui“, disse ele.

Katz também ameaçou o país persa. “O Irã está nos bastidores; atacamos o país duas vezes e, quando necessário, atacaremos uma terceira vez, a fim de continuar a neutralizar as ameaças”, disse ele.

Netanyahu já havia visitado as tropas na Síria pelo menos duas vezes no passado: uma em dezembro de 2024, logo após Israel assumir o controle da zona-tampão, e outra em novembro de 2025. Katz visitou as tropas israelenses estacionadas no sul da Síria há duas semanas, o que gerou condenação por parte de Damasco.

A Síria havia sido uma aliada ferrenha do Irã sob a liderança de Hafez al-Assad e de seu filho Bashar, e abrigava grupos paramilitares pró-Teerã, mas a aliança chegou ao fim com a queda de Bashar.

Israel realizou centenas de ataques na Síria desde que líderes islâmicos assumiram o poder no lugar de Assad e fez repetidas incursões em território sírio. Autoridades também prometeram repetidamente manter tropas na chamada zona de segurança, onde Israel diz buscar uma área desmilitarizada mais ampla.



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