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Camil amplia vendas, mas lucro cai 57,6% no 1º trimestre fiscal de 2026


A Camil iniciou o ano fiscal de 2026 com crescimento nas vendas, mas registrou queda no lucro líquido entre março e maio. A companhia encerrou o primeiro trimestre do exercício com lucro líquido de R$ 28 milhões, retração de 57,6% em relação aos R$ 66 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. A margem líquida também recuou de 2,5% para 1,0%.

O desempenho foi impactado principalmente pelo aumento das despesas financeiras, reflexo da elevação das taxas de juros, da variação cambial e dos efeitos de instrumentos financeiros derivativos. Ainda assim, a companhia voltou ao lucro após registrar prejuízo de R$ 40,3 milhões no trimestre imediatamente anterior.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 210 milhões entre março e maio, queda de 9,9% na comparação anual. A margem Ebitda ficou em 7,9%, ante 8,7% no mesmo período do ano passado.

Apesar da redução da rentabilidade, a Camil ampliou sua presença no mercado. O volume de vendas atingiu 593,6 mil toneladas, alta de 17,9% na comparação anual, impulsionado tanto pelo mercado brasileiro quanto pelas operações internacionais.

No Brasil, a categoria de alto giro, que reúne grãos e produtos adoçados, registrou crescimento de 13,9% nos volumes vendidos em relação ao primeiro trimestre do ano fiscal anterior. Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado principalmente pelo desempenho de grãos e açúcar, refletindo o fortalecimento das marcas, a evolução da execução comercial e a estratégia de expansão adotada desde o ano passado.

Nas categorias de alto valor agregado, os volumes avançaram 14,6%, com destaque para pescados, café e biscoitos. A empresa destacou que o café segue como um dos principais motores de crescimento, com ampliação do portfólio, expansão da presença nos canais de venda e ganho de participação de mercado. Os biscoitos também registraram aumento nas vendas, reforçando a estratégia de crescimento em categorias de maior valor agregado.

No mercado internacional, os volumes cresceram 26% na comparação anual, impulsionados principalmente pelas operações no Uruguai, Paraguai e Chile. Apesar da queda de 32,4% no preço médio do arroz na região, a empresa afirmou que manteve a estratégia de ampliar participação nos mercados em que atua, fortalecendo sua plataforma regional e diversificando as operações.

O balanço também mostrou deterioração dos indicadores de alavancagem financeira. A relação dívida líquida/Ebitda passou de 4,1 vezes para 4,7 vezes em 12 meses. A dívida líquida atingiu R$ 4,2 bilhões, aumento de 16,6% na comparação anual. Segundo a companhia, durante o trimestre foram captados aproximadamente R$ 600 milhões para reforçar a liquidez e atender ao cronograma de amortizações dos próximos 12 a 14 meses.



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