
Cleiton Rodrigues de Oliveira Pereira, Adailton Pereira de Souza, o “Sementinha”, e Gustavo da Silva Ribeiro foram absolvidos nesta quarta-feira (19) da acusação de participação na morte de Kennyd Anderson José Antunes de Oliveira, durante julgamento na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. Por maioria, os jurados acolheram a negativa de autoria sustentada pelas defesas. O juiz Aluizio Pereira dos Santos determinou a soltura dos três ao fim da sessão.
Três homens acusados de matar Kennyd Anderson José Antunes de Oliveira, de 21 anos, foram absolvidos nesta quarta-feira pelo Tribunal do Júri de Campo Grande por negativa de autoria. O juiz Aluizio Pereira dos Santos determinou a soltura dos réus ao fim da sessão. Um quarto acusado, Wilson Borges dos Santos Junior, aguarda julgamento separado. O crime ocorreu em janeiro de 2025 e teria sido motivado por disputa pelo tráfico de drogas na Vila Nhanhá.
A sentença obtida pela reportagem registra o resultado da votação. “O Conselho de Sentença, na sala secreta, por maioria de votos revelados, absolveu todos acusados por negativa de autoria.” Na sequência, o magistrado determinou a expedição dos alvarás de soltura.
Os advogados Yahn de Assis Sortica, Wemerson Vieira e Jordana da Silva Costa, responsáveis pela defesa de Adailton, sustentaram que ele não participou do crime e pediram a absolvição por falta de provas. Maria Odila Marques da Silva Dorneles apresentou a mesma tese em relação a Cleiton e Gustavo.
Wilson Borges dos Santos Junior, o “PT”, quarto acusado no mesmo caso, não foi julgado nesta quarta. Ele recorreu ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) contra a decisão que determinou seu julgamento pelo júri. Se o recurso não for aceito, Wilson deverá ser julgado separadamente pela morte de Kennyd.

Caso – Kennyd tinha 21 anos quando foi morto a tiros por volta das 22h15 de 21 de janeiro de 2025, na Vila Nhanhá. Ele estava em frente à residência, na Rua Floriano Paula Corrêa, esquina com a Travessa Trigueira, quando foi atingido pelos disparos. O jovem morreu no local.
Na época, as investigações apontavam a vítima como braço-direito de Elpídio da Silva Santos, o Dinho, citado como chefe do tráfico de drogas na Vila Nhanhá. Dinho foi morto com 14 tiros em fevereiro de 2025, cerca de um mês depois. A denúncia apresentada contra os quatro homens relacionou a morte de Kennyd a uma disputa pelo controle do comércio de drogas na região.
A denúncia do MP (Ministério Público) foi apresentada em fevereiro de 2025 e apontou disputa pelo tráfico como possível motivação do crime. “A motivação do crime decorreu da intenção de eliminar qualquer indivíduo que representasse uma ameaça ou oposição ao seu controle territorial, utilizando a violência extrema como meio de imposição e intimidação”, registrou o órgão na época.

