Na sessão desta segunda-feira (06), o contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o dia em alta de 4,44% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 11,92 por bushel.
De acordo com a Agrinvest, o mercado registrou um forte rally dos grãos na CBOT, movimento que ganhou força ao longo do pregão e se consolidou no período da tarde, com os contratos mais curtos da soja chegando a operar com ganhos próximos de 50 cents por bushel. Óleo e farelo também acompanharam o movimento, com altas médias de cerca de 2%.
O impulso veio principalmente das condições climáticas nos Estados Unidos, após uma onda de calor no fim de semana e projeções indicando temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média para a primeira quinzena de julho, período crítico para o desenvolvimento das lavouras.
Pelo lado da demanda, a Agrinvest também reportou que o mercado também reagiu a sinais de recuperação nos preços do suíno na China, o que pode indicar uma melhora gradual no consumo de farelo de soja no país asiático, adicionando suporte adicional às cotações na CBOT.
Milho
Os contratos futuros de milho encerraram a sessão desta sessão em alta na Bolsa de Chicago, em um movimento de recuperação após o feriado prolongado nos Estados Unidos. O vencimento de dezembro do milho avançou 3,68% e foi negociado a US$ 4,57 por bushel.
De acordo com a consultoria Royal Rural, o avanço foi impulsionado principalmente por fatores climáticos e pelo reposicionamento dos investidores no mercado. O vencimento mais negociado registrou ganhos de cerca de 3%, refletindo um ambiente mais comprador após recentes pressões sobre as cotações.
A onda de calor que atingiu parte do centro e do leste dos Estados Unidos no fim de semana aumentou a atenção do mercado, especialmente porque julho é um período crítico para o desenvolvimento das lavouras de milho. Embora o Meio-Oeste não tenha registrado as temperaturas mais extremas e ainda conte com previsão de chuvas pontuais, o clima passou a ser monitorado de perto pelos participantes.
Segundo a Royal Rural, nesta fase do ciclo produtivo, o mercado não precisa de uma quebra efetiva para reagir: apenas o aumento do risco climático já é suficiente para adicionar prêmio às cotações.
O movimento também foi intensificado pelo posicionamento dos investidores, com o mercado reagindo rapidamente a qualquer sinal de incerteza climática em um momento em que os contratos já vinham pressionados na Bolsa de Chicago.
Trigo
Os contratos futuros de trigo para entrega em setembro encerraram a sessão desta segunda-feira em alta de 2,38% na Bolsa de Chicago, cotados a US$ 6,14 por bushel.
De acordo com a consultoria Granar, os preços foram impulsionados principalmente por compras de fundos de investimento, em um movimento que reforçou o viés positivo no pregão.
No campo dos fundamentos, o mercado também reagiu às preocupações com a safra de inverno nos Estados Unidos, responsável por cerca de 70% da produção total do país, além de projeções climáticas desfavoráveis.
As previsões para as próximas semanas indicam chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal nas Grandes Planícies do norte, região chave para o trigo de primavera. O cenário, somado à possibilidade de maior demanda chinesa, manteve os preços sustentados ao longo do dia.

