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Mais de meio milhão por mês: lixo e água acumulada em Bonito cobram respostas da Morhena e da Prefeitura

Buracos com água acumulada, pavimento deteriorado e sacos de lixo sobre as calçadas. As imagens feitas pelo Bonito Sem Filtro News mostram situações que exigem atenção à infraestrutura e à saúde pública. A cobrança alcança a Prefeitura e a Morhena, cujo contrato original equivale a mais de meio milhão de reais mensais.

O Contrato nº 101/2025, firmado com a Morhena Coleta e Logística Ambiental, estabeleceu o valor de R$ 6.034.563,00 para 12 meses, correspondente à média de R$ 502.880,25 por mês. O objeto inclui coleta, transporte e destinação de resíduos domiciliares, coleta seletiva, educação ambiental e serviços relacionados a entulho. Essa é a média do valor originalmente contratado; os pagamentos efetivos e as condições atuais da contratação precisam ser apresentados pela Prefeitura.

Diante desse volume de recursos, a população tem motivos para exigir um serviço acompanhado de perto, com fiscalização, cumprimento dos roteiros e resposta às reclamações.

Os resíduos fotografados também levantam uma preocupação sanitária. O descarte e o acondicionamento inadequados podem favorecer a presença de moscas, baratas e outros animais associados a riscos de contaminação. A limpeza urbana faz parte da proteção à saúde de quem mora, trabalha e circula pela cidade.

E a dengue, entra onde nessa história?

Recipientes, embalagens e materiais descartados que acumulam água podem se tornar criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. O Ministério da Saúde aponta pneus e resíduos sólidos, como garrafas, latas e entulho, entre os tipos de criadouros encontrados nos levantamentos nacionais. Eliminar esses ambientes é parte essencial da prevenção.

Nas ruas fotografadas, a água retida nos buracos também exige vistoria dos agentes de endemias e providências de manutenção e drenagem. As imagens não confirmam a presença de larvas, mas mostram pontos que precisam ser avaliados. Esperar a confirmação de um foco para cuidar do problema é transformar prevenção em reação.

A população deve eliminar recipientes com água parada, acondicionar corretamente os resíduos e respeitar os horários de coleta. A Prefeitura precisa fazer sua parte nas vias públicas, corrigindo o pavimento e verificando os pontos de acúmulo de água. Cobrar cuidado no quintal exige cuidado também na rua.

Morhena, qual é a explicação?

Os locais fotografados estão incluídos nos roteiros de coleta? Quando ocorreu o último recolhimento nesses pontos? Os resíduos foram colocados antes ou depois da passagem do caminhão? Há falhas no atendimento ou necessidade de orientar os responsáveis pelo descarte?

Essas perguntas precisam de respostas verificáveis. As fotografias, isoladamente, não estabelecem há quanto tempo o lixo estava nas calçadas. Cabe à empresa apresentar os registros do atendimento, e à Prefeitura conferir o serviço, apurar eventuais falhas e cobrar as correções necessárias.

A gestão municipal também deve mostrar quem fiscaliza a contratação, como registra as ocorrências e quais documentos sustentam os pagamentos. Mais de meio milhão de reais por mês na média contratual exige transparência e resultado.

O selo Tabajara aplicado à montagem é uma sátira. A preocupação com a saúde é séria. Bonito precisa de coleta eficiente, ruas cuidadas e prevenção contínua — porque mosquito não consulta cronograma, propaganda não recolhe lixo e meio-fio pintado não fecha buraco.

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