A briga entre o líder da prefeita Adriane Lopes (PP) na Câmara, Beto Avelar (PP), e o vereador Maicon Nogueira, também do PP, mas na oposição, terá um novo capítulo nos próximos dias.
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A Câmara anunciou a abertura da CPI dos Buracos e o PP terá o direito de indicar um integrante. Maicon se colocou à disposição e chegou a conversar com Delei Pinheiro (PP) e Professor Riverton (PP) para pedir apoio. Entretanto, não deve ser indicado.
Seguindo o regimento, cabe ao líder do PP, no caso Beto Avelar, indicar o escolhido no partido, o que dificultará a presença de Maicon.
Procurado pela reportagem, Avelar disse que conversará com lideranças do partido, como a presidente estadual, senadora Tereza Cristina, antes de indicar o integrante do partido.
Avelar não descartou a possibilidade de ele mesmo participar, na condição de membro, sem ocupar relatoria ou presidência. Sobre Maicon, ponderou que ele já integrou CPI anterior, dos Ônibus.
Por enquanto, apenas o PT indicou a vereadora Luiza Ribeiro, autora do pedido de CPI, como integrante.
O objetivo da CPI é apurar supostas irregularidades em contratos, a drástica redução dos investimentos na manutenção das vias públicas em 2026 e o não cumprimento de prazos de resposta a pedidos de informação já aprovados pelo Plenário.
Rivalidade
Beto Avelar protocolou uma representação por suposta quebra de decoro parlamentar contra Maicon após discurso na Câmara. Ele alegou que no dia 19 de maio, Maicon Nogueira utilizou o tempo de tribuna para “proferir acusações genéricas acerca de supostos esquemas de corrupção no âmbito do Poder Executivo Municipal.
No entendimento de Avelar, “em ato de clara retaliação e má-fé, com o intuito único de difamar e caluniar”, Maicon lançou uma série de acusações caluniosas de corrupção.
“Este Representante o alertou que quando se faz tão graves acusações, o representado deveria citar os nomes daqueles que estivessem cometendo os supostos crimes de corrupção. Este, no dia seguinte (20/05/2026), utilizou suas redes sociais (onde conta com um alcance de aproximadamente 25 mil seguidores), para publicar a fotografia deste Representante, vinculada a uma notícia do portal G1 sobre ‘como funcionava esquema suspeito de desviar milhões com obras fantasmas” no tapa-buracos de Campo Grande’, denunciou.
Avelar reforçou que o caso aconteceu dias após a Operação Buraco sem Fim, onde servidores da Secretaria de Obras da Capital foram presos.
“De forma ardilosa, o Representado apropriou-se da frase dita por este Representante em Plenário (“Acusa e assuma as consequências”), invertendo seu sentido original para sugerir que este Representante seria o alvo das investigações ou o autor dos ilícitos mencionados. Não bastasse a gravidade da associação visual caluniosa, o Representado adicionou tom intimidatório à postagem ao escrever: ‘Te aviso, cuidado porque tem gente ai de estopim curto’. Tal postura, além de ferir a honra objetiva deste parlamentar, configura ameaça velada e comportamento abjeto, totalmente desprovido da urbanidade e do respeito que devem nortear as relações entre os membros deste Parlamento”, complementou.
O vereador solicitou a condenação, com aplicação da sanção disciplinar cabível, sugerindo-se em pedidos alternativos e sucessíveis, a pena de Cassação, caso não seja esse o entendimento dessa comissão, a pena de Suspensão do Exercício do Mandato e caso não seja esse o entendimento da comissão a pena de Censura Escrita, dada a gravidade da imputação falsa de crime.
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