Com a disputa presidencial afunilada no segundo turno, o cenário político em Mato Grosso do Sul e de forma escancarada em Bonito, expõe uma divisão indigesta para o eleitor conservador. De um lado está a militância real, que defende ideais por convicção e coloca a cara a tapa nas ruas. Do outro, o oportunismo escancarado de figuras como o prefeito Josmail Rodrigues e alas do PL, que só lembram de vestir o verde e amarelo quando as urnas estão prestes a abrir.
A verdadeira força da direita bonito-ense não nasceu em gabinetes nem em convenções partidárias do PL. Ela ganhou as ruas no engajamento espontâneo de lideranças de base, como Ton Borges, que colocou a mão no próprio bolso e adesivou mais de 250 veículos de forma voluntária, sem depender de máquina pública, verbas partidárias ou promessas de cargos. Foi um movimento puro de patriotismo que sacudiu a cidade e mostrou onde está a verdadeira militância no segundo turno.
Bastou o movimento voluntário tomar conta das ruas para que os “melancias” da política local saíssem da sombra. Em uma manobra apressada e puramente eleitoreira, Josmail Rodrigues e dirigentes do PL correram para marcar “grandes adesivaços oficiais” na cidade. A tentativa descarada de pegar carona na mobilização alheia acendeu o alerta no eleitorado, que enxergou de longe a tática de quem passa o mandato inteiro na omissão, mas quer posar de patriota na hora de tirar foto para a campanha.
A diferença entre convicção e conveniência nunca ficou tão clara no estado. Enquanto nomes de postura firme, como o Dr. Antônio João Jacinto, do NOVO, e o deputado estadual João Henrique Catan, mantêm presença constante nas pautas da direita e nas grandes manifestações nacionais, a cúpula do PL no Mato Grosso do Sul e os gestores locais preferiram o silêncio covarde até enxergarem vantagem eleitoral no segundo turno.













