InícioAgronegócioExportações de carne bovina da Argentina crescem 10,9% em 2026

Exportações de carne bovina da Argentina crescem 10,9% em 2026


A Argentina exportou o equivalente a 332,2 mil toneladas de carne bovina entre janeiro e maio de 2026, volume 10,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Em receita, as vendas externas somaram US$ 1,76 bilhão, alta de 31,6% na comparação anual, impulsionadas tanto pelo aumento dos embarques quanto pela valorização da carne no mercado internacional.

Segundo dados oficiais elaborados pela Coordenação de Análise Pecuária da Secretaria de Agricultura da Argentina, com base em informações do Senasa (Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar) e do Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censos), o preço médio das exportações atingiu US$ 5.312 por tonelada equivalente carcaça, avanço de 45,9% em relação ao mesmo período de 2025.

A China segue como principal destino da carne bovina argentina, concentrando a maior parte dos embarques. Dentre os cinco principais mercados estão China, Estados Unidos, Israel, União Europeia e Chile, que responderam por 95% do volume exportado e 94% da receita obtida pelo país no período.

Os dados mostram que, embora a China continue liderando em volume, os embarques para mercados que pagam preços mais elevados, como Estados Unidos e União Europeia, também cresceram, contribuindo para a valorização da receita das exportações argentinas.

A Argentina também avança no preenchimento da cota de exportação de carne bovina para a China, embora em ritmo inferior ao do Brasil. O governo chinês não divulga oficialmente o percentual de utilização da cota argentina, mas uma estimativa elaborada com base em dados do Indec indica que o país havia utilizado entre 39% e 46% do limite até maio.

Com base no ritmo de embarques registrado entre janeiro e maio, a utilização da cota argentina pode ter avançado para um intervalo entre 47% e 55%. A projeção considera o limite de 511 mil toneladas estabelecido para a Argentina e o fato de a China absorver, historicamente, entre 60% e 70% das exportações argentinas de carne bovina.



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