Em Bonito, o eleitor olha para os quatro cantos do rincão e não encontra a mudança vendida nos discursos. A cidade até pode ser apresentada como um grande canteiro de obras, mas o que aparece no cotidiano é um “fuça aqui, quebra ali”, com ruas interditadas, serviços inacabados, transtornos e pouca explicação para quem paga a conta.
Na saúde, o cenário é ainda mais preocupante. A população enfrenta dificuldades para conseguir atendimento, medicamentos, exames, cirurgias e transferências. Publicidade não baixa febre, discurso não abre vaga hospitalar e promessa eleitoral ainda não virou remédio na prateleira.
Mesmo insatisfeitos, muitos moradores evitam falar abertamente. Em cidade pequena, manifestação política pode causar constrangimentos, romper amizades e criar o receio de consequências profissionais ou pessoais. Esse silêncio não deve ser confundido com aprovação.
Uma pergunta, entretanto, já circula nas conversas mais reservadas: “Tu vai votar nos candidatos do prefeito?”
A resposta também alcança o grupo que governa Mato Grosso do Sul há 12 anos, considerando os oito de Reinaldo Azambuja e os quatro de Eduardo Riedel. Tempo suficiente para entregar uma saúde mais eficiente, segurança pública estruturada e serviços que funcionem durante todo o mandato, não apenas quando a campanha pede fotografia.
João Henrique Catan tenta ocupar o espaço deixado por esse desgaste. Com menos estrutura, pouco tempo de televisão e alcance limitado nas redes sociais, apresenta-se como alternativa ao grupo instalado no poder. Riedel conta com alianças, visibilidade e a força da máquina. Catan aposta no eleitor que observa calado e já percebeu que continuidade também significa assumir tudo aquilo que permaneceu sem solução.
Na segurança, Bonito e os demais municípios do interior precisam de efetivo, investigação, delegacias estruturadas e presença policial. Furtos, tráfico, violência contra a mulher e organizações criminosas não desaparecem quando termina a propaganda do governo.
A urna também medirá a força do prefeito de Bonito e a aceitação dos nomes apoiados por ele. A escolha é direta: quem considera boa a situação da cidade tem nos candidatos do prefeito o caminho da continuidade. Quem está cansado do improviso, da saúde precária, das ruas castigadas e das obras que parecem nunca terminar terá a oportunidade de responder pelo voto.
Quem quiser a continuação desse caos já sabe quem apoiar: os candidatos do prefeito. Quem deseja mudança precisa demonstrar isso na urna. Vai que é sua, eleitor. Agora é a hora de realmente mudar.
Beto Busin
Bonito Sem Filtro News





















