Após receber denúncias de que pessoas sem necessidade desse tipo de emergência estariam sendo enviadas para outras cidades como “Vaga Zero”, o vereador André Luiz Ocampos Xavier decidiu cobrar documentos, justificativas e o custo desses deslocamentos.

Na sessão da Câmara Municipal realizada em 21 de setembro, André Luiz apresentou o Requerimento nº 239/2026, Protocolo nº 478, dirigido ao Hospital Darci João Bigaton. O pedido abrange o período de 2021 a 2026 e busca esclarecer:
Quantidade de pacientes transferidos por ano;
Relação das transferências, com data, município, unidade de destino e motivo;
Justificativa para cada transferência e, quando possível, a especialidade responsável;
Valor anual dos recursos públicos gastos;
Despesas com ambulância, combustível, equipe de acompanhamento e demais custos.
A apuração ganha peso diante da superlotação dos hospitais de Campo Grande, onde a disputa por atendimento especializado já castiga quem realmente enfrenta uma urgência. Nesse cenário, qualquer uso injustificado da “Vaga Zero” pode pressionar ainda mais uma rede sufocada e transformar a regulação em despacho de problemas.
As denúncias ainda precisam ser comprovadas. Se os procedimentos foram corretamente indicados, prontuários, relatórios e registros médicos devem demonstrar isso. Caso contrário, será necessário explicar por que o mecanismo emergencial teria sido utilizado e quem autorizou cada saída.
Após analisar as respostas, o vereador pretende encaminhar o material às autoridades competentes. Paciente não é encomenda para ser despachada quando faltam estrutura, médico, exame ou medicamento. Empurrar a pessoa para outro município não cria leito, não abastece farmácia e muito menos resolve a saúde de Bonito.



