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Três condenados pela morte do pintor em Sidrolândia


Principal réu recebeu pena de 15 anos e 6 meses; outros dois deixarão o presídio após a sentença

Júri condena trio e absolve jovem pela morte de pintor enterrado em quintal
Populares acompanham leitura de sentença no Fórum de Sidrolândia. (Foto: Babalizando MS)

Tribunal do Júri condenou João Pedro Lopes, Jailson da Conceição Nascimento e Otávio Miguel Santos de Souza pela morte do pintor Magno Fernandes Monteiro. A decisão foi anunciada na noite desta quinta-feira (23), no Fórum de Sidrolândia, município situado a 71 quilômetros de Campo Grande, após cerca de dez horas de julgamento.

Tribunal do Júri condenou três pessoas pela morte do pintor Magno Fernandes Monteiro, em Sidrolândia. João Pedro recebeu 15 anos e 6 meses de prisão; Jailson, 5 anos por lesão corporal seguida de morte; e Otávio, 1 ano por ocultação de cadáver. Natally foi absolvida. A vítima desapareceu em 2023 e os restos mortais foram encontrados enterrados no quintal de sua residência em maio de 2024.

João Pedro recebeu a maior pena, de 15 anos e 6 meses de prisão. Os jurados reconheceram a responsabilidade dele pela morte de Magno e pela ocultação do corpo.

Já Jailson foi condenado a 5 anos e 19 dias por lesão corporal seguida de morte e ocultação de cadáver. Como está preso desde maio de 2024, responderá em liberdade após o desconto do tempo já cumprido.

Otávio foi condenado apenas por ocultação de cadáver e recebeu pena de 1 ano e 10 dias. Como permaneceu preso por período superior à condenação, também deixará o presídio.

Natally foi absolvida de todas as acusações. Presa desde maio de 2024, ela também será colocada em liberdade.

Durante o julgamento, João Pedro voltou a confessar o crime. Diante dos jurados, afirmou que desferiu de três a quatro facadas contra Magno.

Otávio negou participação na morte. Em depoimento, disse que tinha uma dívida com João Pedro e sofria ameaças, inclusive contra familiares. Segundo ele, foi até a casa de Magno acreditando que o grupo daria apenas um susto na vítima.

Ainda conforme o relato, ele só participou da ocultação do corpo, ajudando a cavar a cova e enterrar o pintor no quintal da residência. Os jurados acolheram essa versão e o absolveram da acusação pela morte.

Júri condena trio e absolve jovem pela morte de pintor enterrado em quintal
Policias Militares, Corpo de Bombeiros e Perícia no local onde o corpo foi achado. (Foto: Babalizando MS)

Histórico – A vítima desapareceu em maio de 2023. A família registrou o desaparecimento meses depois e a investigação ganhou força quando uma jovem denunciou ameaças feitas por João Pedro. Ela contou que o rapaz afirmou que faria com ela o mesmo que havia feito com o pintor.

Em maio de 2024, uma pessoa encontrou uma ossada enquanto limpava o terreno da casa onde Magno morava sozinho, em Sidrolândia. Os restos mortais estavam enterrados próximo a um pé de mandioca.

Após a descoberta, João Pedro confessou o crime durante a investigação. Ele afirmou que matou Magno depois de uma desavença relacionada ao relacionamento com uma parente da vítima e apontou Jailson e Otávio como participantes da ação.

Na época, João relatou que o grupo agrediu Magno com marteladas e facadas antes de esconder o corpo no quintal da residência. A investigação também apontou que Natally tinha conhecimento do plano e teria avisado João Pedro de que o pintor estava sozinho em casa.

Júri condena trio e absolve jovem pela morte de pintor enterrado em quintal
Cartazes de desaparecido distribuidos na época do crime. (Foto: Babalizando MS)



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