A repercussão da reportagem sobre a falta de insumos no Centro Especializado em Reabilitação (CER) de Bonito ganhou um novo capítulo. Uma servidora concursada do município decidiu se manifestar publicamente e afirmou que a situação relatada na matéria é verdadeira.
Segundo ela, a reportagem tratou exclusivamente da falta de itens básicos para o funcionamento da unidade e da realização de uma “vaquinha” entre servidores para adquirir materiais necessários aos atendimentos. A servidora ressaltou que, em nenhum momento, a publicação colocou em dúvida a competência ou o comprometimento dos profissionais que atuam no CER.
“Como parte da equipe posso dizer que todos dão o melhor de si, são muito dedicados, competentes e comprometidos com os atendimentos”, escreveu.
Na sequência, a servidora fez uma declaração que chamou a atenção ao afirmar que, por ser concursada, não vê motivo para esconder a realidade enfrentada pela unidade.
“Como concursada posso me manifestar e confirmar que a reportagem não é fake. A denúncia é verdadeira. Posso afirmar, não sou obrigada a mentir ou omitir.”
Ainda de acordo com seu relato, a falta de materiais básicos não seria um problema recente.
“Há alguns meses estão faltando esses itens e a vaquinha acontece para aquisição desses e mais alguns que não foram mencionados. A situação é real. Não podemos banalizar. A situação precisa ser tratada com importância e seriedade. Afinal, recursos existem.”
A manifestação reforça o debate sobre as condições de trabalho no CER e a necessidade de esclarecimentos por parte da administração municipal. Diante da gravidade das declarações, espera-se que o município apresente informações sobre o abastecimento da unidade, esclareça os fatos e informe quais providências estão sendo adotadas para garantir que pacientes e profissionais disponham dos insumos necessários.
O espaço permanece aberto para que a Prefeitura de Bonito e a Secretaria Municipal de Saúde apresentem sua versão sobre os fatos e os esclarecimentos que considerarem pertinentes.
Bonito Sem Filtro. Porque o problema nunca foi quem faz a pergunta. O problema sempre foi quem não gosta de respondê-la.

