João Henrique Catan (Novo) ficou fora da lista de convidados para o debate da TV Morena desta terça-feira (29). Recorreu ao TRE-MS e, segundo comunicado de sua candidatura, conseguiu uma liminar para participar em condições iguais às dos demais candidatos. A ordem prevê multa diária de R$ 50 mil se for descumprida. A cadeira que faltou no convite apareceu por determinação da Justiça.
Na prestação parcial de campanha, Eduardo Riedel declarou R$ 3,1 milhões em receitas; Catan, R$ 151,4 mil. Dinheiro ajuda a repetir uma mensagem até ela parecer resposta. No debate, Bonito precisa ouvir algo além da versão de campanha.
Comecemos pelas obras. Em que pé está a ponte da Rodovia do Turismo? Qual o prazo e quanto já foi pago? O que saiu do papel no mini anel viário? E o projeto da passarela elevada na rotatória do Balneário Municipal: quem vai executar, com qual recurso e quando? Para o morador que passa por esses lugares, imagem de projeto não substitui passagem segura.
Na saúde, a cobrança é ainda mais urgente. Qual é o apoio do Estado ao Hospital Darci João Bigaton? Quantos pacientes de Bonito precisaram de transferência pelo sistema Vaga Zero e quanto tempo esperaram por atendimento? Qual é o plano para reduzir a viagem de quem sai da cidade em busca de consulta, exame ou leito?
Também cabem perguntas sobre o efetivo policial, a segurança nas áreas rurais, as escolas estaduais e a proteção dos rios que sustentam o turismo. Quando o governo anuncia incentivos e investimentos para Mato Grosso do Sul, Bonito recebe o quê, exatamente? Valor anunciado é fácil de colocar em arte; o interessante é mostrar pagamento, prazo e resultado.
Catan conquistou o microfone. Que leve perguntas com nomes, números e lugares. Riedel teve um mandato para reunir as respostas. Se o debate virar desfile de frases prontas, Catan terá ganhado uma cadeira na TV e Bonito continuará esperando do lado de fora.



