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Pós-doutora denuncia ter sido vítima de racismo por funcionários de padaria, em BH – Noticias R7


LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Professora de Belo Horizonte relata ter sido vítima de racismo por funcionários de padaria após compra.
  • Funcionários abordaram Rosália Diogo, pós-doutora em antropologia afro-brasileira, pedindo para abrir a bolsa, suspeitando de furto de vinho.
  • Rosália apresentou nota fiscal, mas os funcionários insistiram na abordagem; ela registrou Boletim de Ocorrência no dia seguinte.
  • Padaria investiga internamente o incidente e afastou preventivamente os envolvidos, reafirmando política de não discriminação.

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Ela foi informada por funcionários que deveria abrir a bolsa para averiguação
Ela foi informada por funcionários que deveria abrir a bolsa para averiguação Reprodução/RECORD Minas

Uma professora de Belo Horizonte relatou, por meio de suas redes sociais, ter sofrido racismo na noite do último domingo (16), após fazer uma compra de seis itens na padaria “Mania Gostosa”, localizada na Avenida Augusto de Lima, no centro da capital mineira. Ela relata ter sido abordada na calçada por dois funcionários do estabelecimento após efetuar uma compra no local.

De acordo com Rosália Diogo, que é pós-doutora em antropologia afro-brasileira, ela havia deixado o show do cantor Elomar no Palácio das Artes, quando resolveu ir até o comércio para comprar alguns produtos, entre eles, uma garrafa de vinho.

Ao realizar o pagamento da compra no cartão e deixar o local, ela relata ter sido surpreendia pelos funcionários, que teriam insistido que ela abrisse a bolsa, alegando que a mesma teria roubado um vinho do estabelecimento.

Inconformada, ela se negou a acatar o pedido dos prestadores de serviço, dizendo à eles “de fato, eu peguei a garrafa, aqui está a nota fiscal”, mostrando aos homens o comprovante da compra que havia acabado de realizar. Ainda segundo a vítima, os homens mal olharam a nota fiscal e seguiram com a abordagem, insistindo que ela abrisse a bolsa.

Os funcionários teriam ameaçado chamar uma viatura, e a mulher se prontificou a esperar a chegada das autoridades. A comunicadora relatou também, que a gerente da padaria pediu que um dos colaboradores verificasse a câmera de segurança, afim de averiguar se o furto realmente havia ocorrido.

Rosália afirma ter sido liberada posteriormente, e disse ter ficado muito abalada com a situação. No dia seguinte, ela procurou a Polícia e registrou um Boletim de Ocoorrência.

Nota padaria:

A empresa tomou conhecimento do relato referente à abordagem a uma cliente e apura internamente as circunstâncias. Como medida de cautela, os envolvidos foram preventivamente afastados enquanto durar a apuração. A empresa mantém protocolos de atendimento aplicáveis e não tolera discriminação de qualquer natureza. O empreendimento manifestou-se diretamente à cliente e permanece à disposição para prestar os esclarecimentos necessários.

*Estagiário sob supervisão de Cler Santos.

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