O Bonito Sem Filtro News lança oficialmente o Taxômetro da Taxa de Conservação Ambiental (TCA), uma ferramenta criada para permitir que qualquer cidadão acompanhe, de forma simples e transparente, o valor arrecadado desde o início da cobrança da taxa até os dias atuais.
A proposta é simples: enquanto alguns contam versões, nós contamos números.
O Taxômetro não faz discursos, não participa de campanhas eleitorais, não distribui notas oficiais e não pede aplausos. Ele apenas mostra quanto dinheiro entrou nos cofres públicos.
E os números têm uma característica interessante: eles não costumam se curvar às narrativas.
Segundo os dados compilados pelo Taxômetro, a arrecadação da Taxa de Conservação Ambiental já ultrapassa R$ 3,6 milhões.
A partir daí surge uma pergunta inevitável:
Onde foram aplicados esses mais de R$ 3,6 milhões?
Quais obras foram realizadas? Quais projetos ambientais foram executados? Quais melhorias estruturais foram entregues? Quais benefícios concretos chegaram à população e aos turistas?
A transparência não se resume a informar quanto entrou nos cofres públicos. Transparência de verdade exige mostrar quanto saiu, para onde foi e quais resultados foram alcançados.
A comparação com outros destinos turísticos brasileiros ajuda a dimensionar a importância dessa discussão. Em cidades que também cobram taxas ambientais, como Fernando de Noronha e Ilhabela, os recursos são frequentemente associados à preservação ambiental, manutenção da infraestrutura turística, fiscalização, educação ambiental, limpeza urbana e conservação de áreas naturais.
E em Bonito?
Se outras localidades conseguem demonstrar à população onde os recursos estão sendo investidos, é natural que o cidadão bonitense queira a mesma clareza sobre a aplicação dos recursos arrecadados pela TCA.
Mas as perguntas não param por aí.
E a Câmara de Vereadores?
Como órgão responsável pela fiscalização dos atos do Poder Executivo, já solicitou informações detalhadas sobre a destinação desses recursos? Já promoveu debates públicos sobre o tema? Já apresentou à população relatórios ou esclarecimentos sobre a arrecadação e aplicação da taxa?
E uma pergunta que certamente muitos cidadãos gostariam de fazer:
Será que todos os vereadores tinham conhecimento de que a arrecadação já ultrapassou R$ 3,6 milhões?
Se tinham, quais medidas de acompanhamento e fiscalização foram adotadas?
Se não tinham, a situação merece reflexão, pois fiscalizar receitas e despesas públicas está entre as principais atribuições do Poder Legislativo.
Importante destacar: estas perguntas não representam acusações. Representam o exercício da cidadania e do controle social sobre os recursos públicos.
Afinal, R$ 3,6 milhões não são troco de pinga.
É um valor significativo, suficiente para despertar o interesse de qualquer contribuinte que queira compreender como os recursos arrecadados em nome da conservação ambiental estão sendo utilizados.
O Taxômetro cumpre seu papel ao mostrar quanto entrou.
Agora a população aguarda respostas sobre quanto saiu, para onde foi e quais resultados efetivamente retornaram para Bonito.
Porque quando o assunto é dinheiro público, a pergunta nunca deveria ser “por que fiscalizar?”, mas sim:
“Por que não fiscalizar?”

