InícioFestivaisJustiça desafina o Festival de Inverno de Bonito antes da primeira nota

Justiça desafina o Festival de Inverno de Bonito antes da primeira nota

O Festival de Inverno de Bonito nem abriu as portas, mas a primeira atração principal já subiu ao palco: uma liminar novinha em folha.

A 2ª Vara de Bonito deu o recado para o Município e para a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS): sem acerto de contas com o Ecad, nada de música protegida por direitos autorais. O evento em si não foi cancelado, então quem comprou ingresso para ouvir o eco da serra pode ficar tranquilo. Já quem esperava ouvir show… é bom treinar o assobio.

Amnésia seletiva em ritmo de festa

O mais fascinante é que ninguém na Fundação de Cultura foi pego de surpresa pelo conceito de “direitos autorais”. O Bonito Sem Filtro News deu uma olhadinha no baú de memórias e achou uma nota oficial do próprio órgão, datada de 10 de junho de 2023. Na época, a FCMS admitia com todas as letras que, como idealizadora do festival, sabia muito bem da responsabilidade com o Ecad.

Ou seja: em 2026, a cobrança não caiu do céu como chuva de inverno.

O histórico do “devo, não nego, pago quando julgar”

O enredo é antigo. No 13º Festival América do Sul do Pantanal (2016) e no aniversário do Estado (2017), a FCMS acumulou uma pendência judicial de R$ 53.752,37 (fora juros e correção).

Esses valores são de outros eventos e não se misturam com o boleto de 2026. Mas servem para mostrar que a Fundação tem uma relação de longa data com o Ecad — daquelas de “vamos deixando para depois”.

O cachê cabe, o Ecad não?

Para 2026, a programação ostenta nomes do quilate de Ferrugem, Leo Foguete, Seu Jorge e Humberto & Ronaldo. A FCMS alega que tentou negociar com o apoio da Procuradoria-Geral do Estado, chamou a cobrança de “arbitrária” e garantiu que vai recorrer para ter show.

Só que negociação não é licença. E o contraste salta aos olhos:

  • Cachê milionário? Planejado.
  • Palco e iluminação? Contratados.
  • Licença para tocar as músicas? Deixaram para a véspera.

Próxima estação: onde está o recibo?

A grande pergunta agora não é se vai ter bis, mas quanto custa essa brincadeira. Faltam nos autos os números exatos do débito de 2026, o cronograma das notificações e a divisão da conta entre Estado e Município. Cravar valores agora seria palpite.

O fato concreto é que o burocrata foi mais rápido que o passagem de som. O Festival ainda nem começou, mas a discussão judicial já chegou ao topo da parada de sucessos.

Bonito Sem Filtro News: aqui a música pode até parar. A investigação, nunca.

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Justiça desafina o Festival de Inverno de Bonito antes da primeira notaBONITO SEM FILTRO NEWS | INVESTIGAÇÃOO Festival de Inverno de Bonito nem abriu as portas, mas a primeira atração principal já subiu ao palco: uma liminar novinha em folha.A 2ª Vara de Bonito deu o recado para o Município e para a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS): sem acerto de contas com o Ecad, nada de música protegida por direitos autorais. O evento em si não foi cancelado, então quem comprou ingresso para ouvir o eco da serra pode ficar tranquilo. Já quem esperava ouvir show… é bom treinar o assobio.Amnésia seletiva em ritmo de festaO mais fascinante é que ninguém na Fundação de Cultura foi pego de surpresa pelo conceito de “direitos autorais”. O Bonito Sem Filtro News deu uma olhadinha no baú de memórias e achou uma nota oficial do próprio órgão, datada de 10 de junho de 2023. Na época, a FCMS admitia com todas as letras que, como idealizadora do festival, sabia muito bem da responsabilidade com o Ecad.Ou seja: em 2026, a cobrança não caiu do céu como chuva de inverno.O histórico do “devo, não nego, pago quando julgar”O enredo é antigo. No 13º Festival América do Sul do Pantanal (2016) e no aniversário do Estado (2017), a FCMS acumulou uma pendência judicial de R$ 53.752,37 (fora juros e correção).Esses valores são de outros eventos e não se misturam com o boleto de 2026. Mas servem para mostrar que a Fundação tem uma relação de longa data com o Ecad — daquelas de “vamos deixando para depois”.O cachê cabe, o Ecad não?Para 2026, a programação ostenta nomes do quilate de Ferrugem, Leo Foguete, Seu Jorge e Humberto & Ronaldo. A FCMS alega que tentou negociar com o apoio da Procuradoria-Geral do Estado, chamou a cobrança de “arbitrária” e garantiu que vai recorrer para ter show.Só que negociação não é licença. E o contraste salta aos olhos: * Cachê milionário? Planejado. * Palco e iluminação? Contratados. * Licença para tocar as músicas? Deixaram para a véspera.Próxima estação: onde está o recibo?A grande pergunta agora não é se vai ter bis, mas quanto custa essa brincadeira. Faltam nos autos os números exatos do débito de 2026, o cronograma das notificações e a divisão da conta entre Estado e Município. Cravar valores agora seria palpite.O fato concreto é que o burocrata foi mais rápido que o passagem de som. O Festival ainda nem começou, mas a discussão judicial já chegou ao topo da parada de sucessos.Bonito Sem Filtro News: aqui a música pode até parar. A investigação, nunca.
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