A eterna ‘Rainha dos Baixinhos’ revisita antigas lendas e expõe as cicatrizes de uma carreira meteórica
A figura de Xuxa Meneghel transcende gerações, mas sua trajetória, repleta de brilho e sucesso, também foi marcada por sussurros e teorias conspiratórias. Recentemente, a icônica apresentadora trouxe à tona um dos boatos mais persistentes que a persegue há décadas: a infame história de um pacto sombrio.
Em uma conversa reveladora no videocast Quem é você nesse rolê?, conduzido por Thais Fersoza, Xuxa não apenas refutou as especulações, mas também expressou o incômodo que tais narrativas ainda lhe causam.
Com a franqueza que lhe é característica, a artista questionou a base lógica por trás da teoria que, por anos, tentou descreditar o imenso sucesso de sua carreira. Para Xuxa, atribuir sua ascensão a forças negativas é ignorar a essência de sua jornada, tanto pessoal quanto profissional.
“Quando vejo as pessoas falando: ‘Xuxa tem pacto com o Diabo’, eu falo: ‘Caraca, será que as pessoas dão tanto valor para o cara lá de baixo, achando que ele tem esse poder todo de me dar tudo isso que eu tenho?'”.
A fala de Xuxa não se limitou a desmentir o boato. Ela aprofundou-se em sua perspectiva de que uma força superior foi a verdadeira catalisadora de sua trajetória. Na visão da apresentadora, a magnitude de seu êxito, que ultrapassou as fronteiras brasileiras, não poderia ter sido orquestrada por algo ligado à escuridão.
“Estão tirando o poder dele (Deus). Impossível ter tudo isso que eu tive, viver tudo o que eu vivi, não só neste país, mas em vários países. Tem que ter alguma coisa poderosa em cima disso tudo, muito maior do que eu”, enfatizou, rejeitando veementemente qualquer associação nefasta à sua história.
Sua crença é que, embora cada um possa interpretar essa força à sua maneira, o que impulsionou sua vida foi, sem dúvida, algo positivo e grandioso.
Para além dos rumores sobrenaturais, Xuxa também abriu seu coração para as cicatrizes mais mundanas da fama. A apresentadora recordou episódios dolorosos de sua carreira, nos quais a confiança foi traída por pessoas próximas. Essas experiências, segundo ela, moldaram sua abordagem atual para negócios e relacionamentos profissionais. “Eu já fui muito enganada.
Então, hoje, já é um pisar em ovos de um lado e do outro”, confessou, revelando a cautela que hoje permeia suas decisões.
A reflexão trouxe à tona uma realidade comum no auge de muitas celebridades: a instrumentalização da imagem em prol de ganhos financeiros. Xuxa admitiu que, por muito tempo, sua figura foi tratada como um mero ativo comercial, levando a escolhas que, posteriormente, geraram arrependimento. Ela revelou ter assinado inúmeros documentos sem a plena compreensão de seu conteúdo, uma prática que a falta de conhecimento técnico da época dificultava.
“Quando eu falo isso, as pessoas dizem: ‘Ah, não é possível que ela não tenha visto’. Não tinha possibilidade de eu ler um contrato, entender o que eu estava lendo e assinar numa boa”, explicou.
Essa declaração expõe a vulnerabilidade de artistas que, no auge da popularidade, são envolvidos em um emaranhado de acordos complexos, muitas vezes sem a devida assessoria ou tempo para análise.
A narrativa de Xuxa oferece um vislumbre dos bastidores de uma das carreiras mais bem-sucedidas do entretenimento brasileiro, revelando que, mesmo para uma rainha, o caminho foi pavimentado tanto por glórias quanto por desilusões e aprendizados.

