Mais de um milhão de imigrantes se inscreveram em um processo especial de regularização em massa que foi encerrado nesta terça-feira (30), afirmou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.
Sánchez anunciou que a Espanha adotaria medidas para ajudar na integração dos imigrantes, como a implementação de programas de mobilidade profissional e aulas de idiomas.
Defendendo a imigração como fundamental para o futuro econômico do país, Sánchez afirmou que, sem ela, o país perderia 19% de seu produto interno bruto até 2051.
“Isso significaria, por exemplo, que 90 mil bares seriam forçados a fechar”, disse ele.
A campanha de regularização, para a qual as autoridades esperavam inicialmente cerca de 500 mil inscrições, recebeu 1,27 milhão de inscrições até sexta-feira (26), segundo César Pérez, presidente de um sindicato que representa os agentes de imigração da Espanha.
Nas últimas horas antes do prazo final, organizações não governamentais intensificaram os esforços para entrar em contato e orientar os imigrantes que ainda tentavam reunir os documentos necessários para solicitar uma autorização de residência de um ano, em um país onde cerca de 840 mil pessoas trabalham na informalidade e onde pode levar mais de um ano para obter a regularização.
Os grupos de direitos humanos CEAR e Cepaim instaram os imigrantes a apresentarem seus pedidos, mesmo que ainda estivessem aguardando documentos necessários de seus países de origem, como Mali, Irã ou Venezuela.
As ONGs também estão tentando acalmar a ansiedade entre os imigrantes que ainda não se inscreveram, em um país com uma abordagem relativamente aberta em relação à chegada de estrangeiros.

