Segundo comandante do batalhão, ação cumpriu mandados contra acusados de crimes graves
Preso durante a Operação Malleus, deflagrada nesta segunda-feira (1º) pelo Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), Rafael Henrique Ruiz de Souza é acusado de participação no assassinato de Wilson dos Santos Alves, encontrado morto com uma corda no pescoço e os pés amarrados em uma estrada vicinal de Corumbá, em 2019. Ao todo, cinco pessoas apontadas como integrantes ou ligadas a facções criminosas foram presas em Campo Grande, Corumbá e Água Clara.
Cinco pessoas ligadas a facções criminosas foram presas durante a Operação Malleus, realizada pelo Bope em Campo Grande, Corumbá e Água Clara. Os detidos respondem por tráfico de drogas, homicídio, porte ilegal de arma e associação criminosa. O tenente-coronel Rigoberto Rocha afirmou que o crime organizado não domina o Mato Grosso do Sul e destacou que a Polícia Militar cumpriu 1.837 mandados de prisão no estado em 2025.
Conforme apurado pela reportagem, além de Rafael, também foi presa em Corumbá Kethelen Novaes de Souza. Em Água Clara, o alvo foi Erasmo Venancio Barbosa. Já em Campo Grande foram presos Rafaela Costa dos Santos e Rafael Macedo de Souza. Segundo a polícia, os investigados possuem antecedentes por crimes como tráfico de drogas, homicídio, porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa.
Em coletiva de imprensa, o comandante do Bope, tenente-coronel Rigoberto Rocha, afirmou que os alvos foram identificados após trabalho de inteligência da corporação e que a operação teve como foco o cumprimento de mandados de prisão contra investigados por crimes considerados graves.
Segundo o comandante, a Operação Malleus integra uma série de ações permanentes desenvolvidas pela Polícia Militar para localizar foragidos da Justiça. Conforme o Rigoberto, neste ano a corporação cumpriu 1.837 mandados de prisão em Mato Grosso do Sul.
Apesar de os presos serem apontados como integrantes ou ligados a facções criminosas, o tenente-coronel afirmou que as organizações não exercem domínio sobre o Estado. “O crime organizado não impera no Mato Grosso do Sul. A Polícia Militar conhece seus criminosos, sabe onde eles estão e faz frente a esse tipo de ação”, declarou.
As prisões ocorreram sem resistência e sem apreensão de armas ou drogas, já que a ação teve como objetivo exclusivo o cumprimento dos mandados judiciais. Segundo o comandante, o planejamento envolveu monitoramento prévio dos alvos e atuação simultânea das equipes para evitar fugas.
A operação foi realizada em Campo Grande, Corumbá e Água Clara. Além dos cinco presos, o Bope informou que outras ações seguem em andamento e que mantém integração com forças de segurança de outros estados para troca de informações sobre suspeitos e organizações criminosas.



