Capital já vinha de temporais em setembro e tem licitação de até R$ 20,3 milhões para poda e remoção suspensa
A chuva deste domingo (4), dia do primeiro turno das eleições, deixou parte da Avenida Joana D’Arc, no Bairro Pioneiros, região sul de Campo Grande, interditada. A chuva no dia da eleição já estava prevista.
A chuva no domingo (4), dia do primeiro turno das eleições, deixou parte da Avenida Joana D’Arc, no Bairro Pioneiros, em Campo Grande, interditada após a queda de uma árvore. A cidade estava sob alerta amarelo do Inmet para tempestades, e houve alagamentos e semáforo desligado. A nova chuva ocorre menos de um mês após o temporal de 10 de setembro, que gerou 450 ocorrências. A prefeitura mantém suspensa a licitação de R$ 20,3 milhões para poda e remoção de árvores.
Logo nas primeiras horas da manhã, eleitores enfrentaram chuva para chegar aos locais de votação. A precipitação também provocou alagamentos e problemas no trânsito. Até a manhã deste domingo, o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) havia registrado 15,8 milímetros na região do Córrego Anhanduizinho. Ruas dos bairros Jardim Paulista e Universitário ficaram alagadas e o semáforo no cruzamento das ruas Rui Barbosa e Pernambuco chegou a ficar desligado.
A nova chuva ocorre menos de um mês depois do temporal de 10 de setembro, que deixou estragos em diferentes regiões de Campo Grande. Na ocasião, rajadas chegaram a 83,8 km/h e foram registradas quedas de árvores e postes, destelhamentos, bloqueios de vias e interrupções no fornecimento de energia. Entre as 17h do dia 10 e as 6h do dia seguinte, o Corpo de Bombeiros recebeu 155 chamados relacionados a quedas ou risco de queda de árvores.
Nos dias seguintes, os números aumentaram. Até 15 de setembro, a prefeitura havia contabilizado 450 ocorrências relacionadas à chuva, sendo 423 pedidos para retirada de árvores ou galhos. A região central concentrou o maior número de solicitações, com 120 chamados.
Em meio aos problemas provocados pelos temporais, a prefeitura mantém suspensa a licitação para ampliar os serviços de poda e remoção de árvores. O certame previa gastos de até R$ 20,3 milhões e teria a disputa de preços nesta segunda-feira (5). O edital estima 19.673 podas, 1.577 remoções e 787 retiradas de árvores caídas.
Segundo a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), o edital passará por adequações antes de ser relançado. A pasta informou que já possui equipes e contratos para atender às ocorrências, mas que a nova contratação deverá ampliar a capacidade de manutenção preventiva das árvores da cidade.



