Enquanto moradores reclamam de buracos nas ruas, falta de medicamentos, problemas na infraestrutura urbana e cobranças por melhorias em diversos setores, os números envolvendo os gastos da Câmara Municipal de Bonito com diárias começaram a circular pela cidade e já viraram assunto nos bastidores políticos e nas redes sociais.
Segundo levantamento divulgado sobre despesas legislativas em Mato Grosso do Sul, a Câmara de Bonito aparece entre os legislativos municipais com altos gastos em diárias no período analisado. (midiamax.com.br)
O valor chama atenção: R$ 1.844.583,35 gastos em diárias nos últimos 12 meses.
O debate ganha ainda mais força porque, além dessas despesas, a Câmara Municipal recebe mensalmente da Prefeitura de Bonito um repasse milionário referente ao duodécimo — verba destinada ao funcionamento do Poder Legislativo — que gira em torno de aproximadamente R$ 1 milhão por mês.

E é justamente aí que o contribuinte começa a fazer conta.
Com quase R$ 2 milhões em diárias, quantas ruas poderiam receber manutenção? Quantos medicamentos poderiam reforçar o estoque da farmácia municipal? Quantas ações de combate à dengue poderiam ser ampliadas? Quantas praças, bairros, escolas, salas de aula e unidades públicas poderiam receber melhorias?
A pergunta que ecoa nas conversas da cidade não é apenas sobre a legalidade das diárias — porque elas são previstas em lei — mas principalmente sobre prioridade, retorno e transparência.
Porque, convenhamos, para quem enfrenta fila, calor, ruas esburacadas e dificuldades no dia a dia, ver quase dois milhões de reais saindo em viagens e deslocamentos naturalmente desperta curiosidade.
Qual foi o benefício direto para a população? Quantos projetos nasceram dessas viagens? O que efetivamente voltou para Bonito além de certificados, fotos e relatórios?
Enquanto isso, o cidadão segue fazendo turismo em outra modalidade: a tradicional viagem do salário até o fim do mês, sem diária, sem hotel e sem reembolso.
BONITO SEM FILTRO NEWS
“Porque aqui a passagem é só de ida… para a verdade.”


