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Câmara aprova novas regras de aposentadoria para PMs


Projeto mantém período total de serviço, mas permite somar até 10 anos de atividade civil

Câmara reduz tempo para aposentadoria integral de PMs e bombeiros
Desfile de pelotão durante a formatura no Comando-Geral da PM. (Foto: Arquivo/Gabriela Couto)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (1º), em Brasília (DF), um projeto que reduz o tempo mínimo de atividade militar exigido para policiais militares e bombeiros receberem aposentadoria integral. A proposta mantém o período total de serviço, mas amplia o tempo de trabalho civil que poderá entrar no cálculo. O texto segue agora para análise do Senado.

A Câmara dos Deputados aprovou projeto que reduz o tempo mínimo de atividade militar para policiais militares e bombeiros receberem aposentadoria integral. Homens precisarão de 25 anos em funções militares, e mulheres, de 22 anos. O restante do período poderá incluir tempo trabalhado em funções civis. O texto segue para o Senado e pode impactar as contas estaduais, segundo especialistas.

A proposta avança de forma simbólica, sem registro individual dos votos dos parlamentares.

Para os homens, continuam necessários 35 anos de serviço, mas o período obrigatório em atividade militar cai de 30 para 25 anos. Com isso, até dez anos trabalhados anteriormente em funções civis poderão ser aproveitados. Atualmente, esse limite é de cinco anos.

As mulheres terão regra diferente. O projeto estabelece 32 anos de serviço, dos quais pelo menos 22 deverão ter sido cumpridos em atividade militar. O restante também poderá incluir períodos trabalhados na iniciativa privada ou no serviço público.

As mudanças atingem policiais militares e bombeiros dos estados, inclusive de Mato Grosso do Sul. O texto considera períodos civis desde que os empregos não tenham sido exercidos simultaneamente à atividade militar.

O projeto foi originalmente apresentado em 2023. A versão inicial previa 25 anos de atividade militar sem diferenciação entre homens e mulheres, mas o relatório aprovado criou uma regra específica para as profissionais.

O texto também proíbe a reserva de vagas para grupos específicos em concursos de ingresso nas polícias militares e corpos de bombeiros. A exceção será para situações em que a própria natureza da função exigir a diferenciação.

Outra mudança alcança as promoções por merecimento. A proposta determina critérios universais e estabelece prioridade ao mérito pessoal e aos militares posicionados no primeiro terço do quadro de antiguidade.

Apesar de o relatório afirmar que as alterações não aumentam despesas nem reduzem receitas da União, especialistas apontam possível impacto nas contas estaduais.



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