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Café registra novas altas em NY de com atenção voltada à safra brasileira


O contrato futuro do café arábica com vencimento em setembro encerrou a sessão desta segunda-feira (20) com alta de 1,33%, cotado a US$ 3,24 por libra-peso.

Segundo a Barchart, o principal fator de sustentação das cotações continua sendo o ritmo mais lento da colheita brasileira. Levantamento da Safras & Mercado mostra que a safra 2026/27 estava 64% colhida até 15 de julho, abaixo dos 77% registrados no mesmo período do ano passado e da média de 70% dos últimos cinco anos.

No início de julho, tanto o arábica quanto o robusta alcançaram as maiores cotações em aproximadamente cinco meses, refletindo justamente os atrasos na colheita brasileira. Desde então, no entanto, os preços passaram a oscilar abaixo desses picos, em um ambiente de menor liquidez, o que tem ampliado a volatilidade das negociações.

Cacau

Os contratos futuros do cacau voltaram a recuar na Bolsa de Nova York nesta sessão, ampliando as perdas recentes. O vencimento para setembro encerrou a sessão com queda de 0,23%, cotado a US$ 5.520 por tonelada, no menor nível em uma semana.

De acordo com a Barchart, o fortalecimento do dólar pressionou as cotações da commodity, reduzindo o interesse dos investidores. Outro fator de baixa foi o aumento dos estoques monitorados pela ICE, que alcançaram 3.279.012 sacas, o maior volume registrado em dois anos.

O mercado também continua repercutindo os dados divulgados na última quinta-feira pela ECA (Associação Europeia do Cacau). A entidade informou que a moagem de cacau na Europa recuou 4,6% no segundo trimestre, para 316.366 toneladas. O resultado ficou bem abaixo da expectativa de queda de 1,5% na comparação anual e marcou o menor volume para um segundo trimestre em seis anos, reforçando as preocupações com o enfraquecimento da demanda global.

Açúcar

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do açúcar com vencimento em outubro encerrou a sessão cotado a 14,82 centavos de dólar por libra-peso, com leve recuo de 0,07%.

Segundo Marcelo Di Bonifacio Filho, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o mercado continua concentrando as atenções nas perspectivas para a oferta global nos próximos meses, principalmente diante dos riscos climáticos e das incertezas envolvendo a produção da Índia.

O analista destaca que, embora o governo indiano ainda não tenha anunciado qualquer medida oficial, o próprio setor sucroenergético do país já discute a possibilidade de autorizar importações de açúcar para conter a alta dos preços internos. Para ele, esse debate evidencia a preocupação com estoques mais apertados, o aumento da demanda por etanol e duas safras de cana abaixo do potencial, cenário que ainda pode ser ser agravado pelos efeitos do El Niño.

Di Bonifacio também avalia que as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao açúcar brasileiro tendem a reduzir a competitividade das exportações para aquele mercado. Com isso, parte da oferta brasileira poderá ser direcionada para outros destinos, aumentando a disponibilidade no mercado internacional e pressionando as cotações.

Apesar da volatilidade observada nos últimos dias, o analista afirma que os preços continuam sendo guiados, principalmente, pelas expectativas em relação à oferta global e ao comportamento dos principais países produtores, mais do que por alterações efetivas nos fundamentos de curto prazo.

Algodão

Já no mercado do algodão, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou a sessão com alta de 0,37%, cotado a 78,92 centavos de dólar por libra-peso.

O mercado foi sustentado pelo avanço das cotações ao longo da sessão e com  ganho do petróleo que subiu 24 centavos por barril, enquanto o índice do dólar norte-americano subiu 0,239.

Segundo o relatório Commitment of Traders (COT), divulgado na sexta-feira, os fundos especulativos ampliaram suas apostas na valorização do algodão. Na semana encerrada na última terça-feira, esses investidores adicionaram 10.578 contratos à posição líquida comprada em futuros e opções, elevando o total para 49.684 contratos.

Suco de laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 6,66% em que o contrato fechou negociado a US1,47 por libra-peso.



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