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Brinquedos Estrela pede recuperação judicial


A decisão do Grupo Estrela de solicitar recuperação judicial mobiliza o setor de brinquedos brasileiro e envolve oito empresas ligadas à marca, com destaque para a Manufatura de Brinquedos Estrela S.A., a Editora Estrela Cultural e a Estrela Distribuidora de Brinquedos. O pedido foi encaminhado à Comarca de Três Pontas, Minas Gerais.

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Segundo comunicado ao mercado, a companhia busca, com o processo, reorganizar suas dívidas, assegurar a continuidade das operações e preservar empregos, além de proteger o relacionamento com clientes, fornecedores e acionistas.

Cenário econômico e mudanças no comportamento do consumidor

Entre os fatores que levaram a empresa à atual situação, estão o aumento das taxas de juros, maiores obstáculos para obtenção de crédito e a tendência dos consumidores de priorizarem gastos com entretenimento digital e jogos on-line, em detrimento de brinquedos tradicionais.

Pela legislação vigente, a Estrela manterá sua administração durante a elaboração do plano de recuperação, que será apresentado aos credores e precisará de aprovação para viabilizar a reestruturação financeira proposta.

Histórico e importância da Estrela no setor

Fundada em 1937, a Estrela construiu uma história marcante na indústria brasileira de brinquedos, sendo responsável por lançar produtos icônicos, como Banco Imobiliário, Autorama, Falcon, Genius, Susi, Comandos em Ação e Super Massa.

O Banco Imobiliário, lançado nos anos 1940, tornou-se um clássico dos jogos de tabuleiro no Brasil. A Estrela também foi pioneira ao abrir capital em bolsa em 1944 e expandiu seu portfólio nas décadas seguintes, acompanhando tendências do mercado infantil.

Nos anos 1990, o término da parceria com a Mattel marcou um dos episódios mais notáveis da empresa. Depois de deixar de fabricar a Barbie, a Estrela apostou no relançamento da boneca Susi para reconquistar consumidores, depois de dez anos fora do mercado.

Além dos desafios financeiros recentes, a Estrela enfrenta há anos uma disputa judicial com a Hasbro, que reivindica royalties sobre cerca de 20 brinquedos vendidos no país, incluindo o tradicional Banco Imobiliário.

Leia também: “INSS – Conteúdo adulto”, artigo de Guilherme Fiuza na Edição 316 da Revista Oeste



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