Nos últimos tempos o município também ganhou espaço no noticiário por motivos torpes. Entre operações policiais, investigações por órgãos como o Gaeco, o nome de Bonito apareceu diversas vezes em manchetes relacionadas à política e à gestão pública.
Pela primeira vez em quase 80 anos de emancipação política, Bonito terá um representante em uma chapa majoritária na disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul.
O pecuarista Antonio João Coimbra Jacintho, presidente do Partido Novo em Bonito, foi oficializado como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo deputado estadual João Henrique Catan.
Independentemente da posição política de cada eleitor, o fato tem relevância histórica para o município. Bonito, que tradicionalmente era lembrado apenas pelo turismo e, mais recentemente, por investigações envolvendo a administração pública, passa agora a integrar diretamente uma disputa pelo comando do Estado.
A política, naturalmente, desperta opiniões diferentes. Haverá quem apoie, quem critique e quem prefira aguardar os próximos passos. Essa é a essência da democracia.
O que ninguém pode negar é que, pela primeira vez, Bonito deixa de ser apenas espectador e passa a ocupar um espaço de protagonismo em uma eleição para o Governo de Mato Grosso do Sul.
Ponto de Vista – Bonito Sem Filtro News
Bonito precisa voltar a ser notícia pelo que realmente representa: turismo, desenvolvimento, empreendedorismo e oportunidades.
Isso não significa fechar os olhos para os problemas. Transparência, fiscalização e cobrança continuam sendo dever da imprensa e direito da sociedade. Sempre que houver irregularidades, denúncias ou investigações, elas devem ser noticiadas com responsabilidade.
Mas também é importante reconhecer quando surge um fato que marca a história do município.
Durante décadas, Bonito acompanhou de longe as grandes decisões políticas do Estado. Agora, pela primeira vez, um bonitense participa de uma chapa majoritária e leva o nome da cidade para um debate estadual.
Mais do que criticar quem governa, cabe às forças oposicionistas apresentar alternativas concretas, fiscalizar a administração pública e demonstrar que existe outro caminho possível. Se a oposição limitar sua atuação às reclamações ou permanecer acomodada diante das articulações dos grupos tradicionais, acabará fortalecendo a ideia de que Mato Grosso do Sul possui um roteiro político previamente definido.
Democracia pressupõe disputa de ideias, concorrência de projetos e liberdade para que o eleitor escolha entre propostas diferentes. Nenhum mandato pertence a partidos ou grupos políticos. O poder pertence ao cidadão, que o delega temporariamente por meio do voto.
Mas política não pode ser tratada como herança, nem mandato como propriedade privada. O poder pertence ao povo, e é o povo quem deve decidir, na urna, se aceita esse arranjo que esta sendo feito com os Trad, ou se quer abrir um novo caminho para Mato Grosso do Sul. Afinal, em democracia, por mais que os dirigentes façam suas contas, a última palavra ainda é do eleitor.
Ao mesmo tempo, que a visibilidade traz responsabilidades. Quem se apresenta para ocupar um cargo dessa dimensão também se coloca sob o olhar atento da população.
Em Bonito Sem Filtro News, a regra continua sendo a mesma: espaço para a notícia, espaço para o contraditório e fiscalização permanente, independentemente de partido, grupo político ou ideologia.
Porque, em Bonito, a água é cristalina. E a política também deve ser.
