SÃO PAULO, 8 Set (Reuters) – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) incluiu um projeto de baterias no primeiro leilão de transmissão de energia de 2027, conforme proposta aprovada para consulta pública nesta terça-feira, o que poderá representar uma nova forma de contratação da tecnologia para o sistema elétrico brasileiro.
As baterias têm sido avaliadas pelo governo brasileiro primeiramente como uma maneira de proporcionar mais potência para o setor elétrico, com o leilão planejado para este ano buscando contratar um atributo hoje fornecido por hidrelétricas e termelétricas.
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Foram 27,3 mil veículos vendidos com essa tecnologia, das 275,1 mil unidades totais do setor em agosto; quando somados os dados de híbridos e híbridos plug-in, a categoria de “eletrificados” já representa 24,4% do mercado
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Enquanto gigantes da tecnologia, conhecidos como “hiperscalers”, correm pelo mundo para construir parques de servidores e enfrentam obstáculos em meio a campanhas contra os data centers, projetos em fase inicial na Argentina estão se desenvolvendo sem muita atenção do público.
Mas elas também podem servir como ativos ligados à rede de transmissão de energia, evitando interrupções no fornecimento em determinados momentos, e sendo licitadas junto a outros projetos desse segmento.
A ideia da Aneel é que as baterias estreiem nos leilões de transmissão em 2027 com um projeto no Acre, na subestação Cruzeiro do Sul. A instalação do sistema de baterias permitiria a retirada de térmicas que hoje atendem a região e elevaria a confiabilidade do atendimento de energia, segundo o regulador.
Com R$249 milhões em aportes estimados, as baterias para o Acre teriam prazo contratual de 18 anos, com três anos de implantação e 15 de operação, considerando o ciclo de vida dos equipamentos.
A licitação das baterias como ativos de transmissão evitaria a controvérsia que se instalou em torno do leilão de dezembro, que prevê a contratação da tecnologia como reserva de capacidade.
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Pela lei, na contratação como capacidade, as baterias deverão ser custeadas pelos geradores. Essa determinação, que ainda não foi regulamentada pela Aneel, criou grande insatisfação no segmento, levando a ameaças de judicialização do primeiro certame.
‘Estamos fazendo a primeira licitação da solução de baterias (na transmissão), sem nenhuma discussão de como é pago o encargo, porque é tarifa, metade paga o consumidor e metade paga o segmento de geração’, disse o diretor-geral da Aneel, durante a reunião desta terça-feira.
Além do projeto de baterias no Acre, o primeiro leilão de transmissão de 2027, previsto para 30 de abril, prevê a oferta de mais 11 empreendimentos, em vários Estados, somando 3.245 km de novas linhas de transmissão e subestações com 1.386 MVA de capacidade de transformação.
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Entre os projetos previstos no certame, estão a interligação Brasil-Bolívia, com reforços da rede no Mato Grosso do Sul, e novas instalações de transmissão para atender cargas eletrointensivas na Região Nordeste, como data centers. Juntos, esses projetos somam mais de metade dos R$12,9 bilhões em investimentos previstos no leilão, mas podem ser retirados do certame, já que têm pendências a serem resolvidas, disse a Aneel.


