Uma pesquisa inédita do Datafolha, realizada em parceria com a farmacêutica GSK, revelou que apenas 10% dos brasileiros, um em cada dez, conhecem ou já ouviram falar da DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). O levantamento, publicado na última terça-feira (25), mostra ainda que somente 3% dos entrevistados sabem identificar corretamente o significado da sigla.
A DPOC é uma doença que afeta principalmente os pulmões e dificulta a respiração. O tabagismo é considerado um dos principais fatores associados ao desenvolvimento da doença, incluindo o uso de cigarros e outros dispositivos destinados ao consumo de tabaco.
Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, a DPOC é a quinta principal causa de morte entre pessoas de todas as idades. Nas últimas décadas, também esteve entre as cinco maiores causas de internação no Sistema Único de Saúde (SUS) entre pacientes com mais de 40 anos.
A falta de conhecimento também leva ao diagnóstico tardio. Segundo a pesquisa, 42% dos pacientes levaram mais de três anos entre o surgimento dos primeiros sintomas e a confirmação da DPOC. Veja o índice:
A publicitária de 63 anos, Carla Comini, que foi diagnosticada com DPOC após fumar por 32 anos, só conheceu a doença após a irmã ser diagnosticada com câncer de pulmão.
“Fui buscar um pneumologista porque a minha irmã foi diagnosticada com câncer de pulmão em estado metastático, né? E ela tinha dores e aí eu fiquei com medo e acabei indo no médico”, contou.
Atualmente, Carla é embaixadora e voluntária da ABRAF (Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas) e auxilia outras pessoas na luta contra a doença. Para ela é essencial manter os exames em dia e uma vida mais saudável.
“Eu faço muita respiração, exercícios respiratórios, que é para poder manter meu pulmão ativo. Faço o máximo que eu puder de atividade física, sempre para parte respiratória e há pouco eu descobri que os músculos da perna são importantíssimos para quem tem DPOC, então sempre a atividade física é importantíssima”, contou.
Sintomas ligados à DPOC
O impacto da doença é alto, mas, por não ser conhecido, as pessoas ainda possuem dificuldade de reconhecer sintomas que podem estar relacionados à DPOC e buscar avaliação médica.
- Falta de ar: vias respiratórias inflamadas e o ar não consegue fluir normalmente; paciente fica ofegante e respira com dificuldade
- Secreções e tosses persistentes: muco pegajoso que pode ser amarelado ou esverdeado que tende a sair nos episódios de tosse
- Chiado no peito: som que se parece com um assobio dentro do peito
Sintomas ligado a problemas respiratórios são frequentes
O levantamento também identificou uma alta frequência de sintomas respiratórios entre os entrevistados. Ao todo, 92% afirmaram ter apresentado pelo menos um sintoma respiratório últimos 12 meses.
A pesquisa também avaliou a percepção da população sobre a normalização de sintomas respiratórios. Cerca de 92% concordam que pessoas que fumaram durante muitos anos terão problemas respiratórios. 62% acreditam que tosse ou falta de ar só precisam ser avaliadas por um médico quando começam a limitar as atividades do dia a dia.
Além disso, 57% consideram normal sentir falta de ar com o envelhecimento, enquanto a mesma proporção avalia que a tosse frequente é um efeito normal do tabagismo.
Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em todas as regiões do país. A pesquisa possui uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.
Como evitar doenças respiratórias?
- Não fume;
- Pratique atividade física;
- Evite o tabagismo;
- Mantenha uma alimentação saudável.


