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Maioria das pessoas com HIV terá mais de 50 anos até 2040, aponta comissão


Mais da metade das pessoas vivendo com HIV no mundo terá mais de 50 anos até 2040, segundo uma nova comissão publicada pela revista científica The Lancet HIV. A projeção indica que 20,2 milhões de pessoas nessa condição estarão nessa faixa etária nas próximas décadas, o equivalente a 51% da população global vivendo com o vírus. Desse total, 96% viverão em países de baixa e média renda.

O relatório, divulgado na segunda-feira (27), afirma que o sucesso dos tratamentos antirretrovirais mudou o perfil da epidemia. Com as pessoas vivendo mais, o desafio agora é garantir um envelhecimento saudável, preservando a capacidade funcional, a autonomia, a saúde mental e a qualidade de vida, além de manter a supressão viral.

Atualmente, cerca de 11,5 milhões de pessoas vivendo com HIV têm mais de 50 anos, o que representa 29% da população global com o vírus. A idade mediana desse grupo deve passar de 41 anos, em 2025, para 50 anos em 2040, caso as tendências atuais se mantenham.

Segundo a comissão, um número crescente de novos diagnósticos também deverá ocorrer entre pessoas com mais de 50 anos. Nessa faixa etária, o HIV costuma ser identificado mais tardiamente.

Os pesquisadores alertam ainda que o envelhecimento das pessoas com HIV exigirá mudanças na assistência médica. Além do controle da infecção, será necessário incorporar ao acompanhamento o rastreamento e tratamento de doenças cardiovasculares, metabólicas, renais e ósseas, além de câncer, saúde mental, cognição e outras condições associadas ao envelhecimento.

Outro desafio destacado é a polifarmácia, que aumenta o risco de interações medicamentosas e efeitos adversos. A comissão recomenda revisões periódicas dos tratamentos e uma abordagem mais individualizada, levando em conta não apenas a idade cronológica.

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“Duas pessoas da mesma idade podem ter necessidades muito diferentes. Mobilidade, cognição, autonomia, comorbidades, expectativa de vida e prioridades individuais
devem orientar as decisões clínicas”, diz a comissão.

Os autores a integração do cuidado em HIV com a atenção primária, a geriatria, a saúde mental e os serviços comunitários.

O próximo passo na resposta global ao HIV, para a comissão, é ir além da sobrevivência, deve ser garantir que as pessoas vivendo com o vírus possam envelhecer com saúde, independência e qualidade de vida.



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