InícioBonito MSNa política, o passado vem à tona e as “melancias” aparecem

Na política, o passado vem à tona e as “melancias” aparecem

Todos aqueles que desejam ser pré-candidatos a um cargo eletivo, seja para prefeito ou vereador, deveriam encarar a campanha e o pleito como uma grande cirurgia.

E olha que de cirurgia eu entendo: sobrevivi a uma cardíaca com menos de 10% de chance de sobreviver. Quando a gente se prepara para um procedimento cirúrgico, toda a vida pregressa vem à tona. Por mais que alguém tente esconder o passado, uma hora ele aparece. Na política é exatamente igual.

Isso fica ainda mais evidente em cidades pequenas, onde todos se conhecem. Assim como a ciência avança com novas tecnologias, as campanhas também mudaram. Hoje temos as redes sociais e a internet, que não perdoam nem discriminam ninguém, seja de direita ou de esquerda.

Esse negócio de “louco” é relativo, porque minha fama me antecede. Quando chamei a vice-prefeita de “direita melancia”, ouvi comentários no privado: “Beto, você está louco?”

Disseram que ela vem de uma família tradicional do agronegócio. Será que me enganei tanto assim ou estão querendo enganar quem? Logo eu, que fui filiado ao “Partido das Trevas” por longos 17 anos e nunca votei em candidatos de esquerda.

Você, leitor, talvez esteja se perguntando: “Como assim, filiado e sem votar nos companheiros?” Para conhecer algo ou alguém, é preciso conviver, observar, aprender e se preparar, seja para combater, seja para acompanhar de perto. Errar é humano; permanecer no erro é burrice.

Nesta semana que antecede o segundo turno das eleições para presidente do Brasil, muita coisa vem acontecendo nesse nosso Rincão Bonito e no MS. Vimos candidatos jurarem, de pé juntos e mãos postas, que são de direita. Será? Na política, juramento é fácil; difícil é fazer o passado combinar com o discurso de hoje.

Fiquei abismado (qual seria a real intenção com esse post?) com a postagem de uma ex-secretária da Administração Tabajara. Ela publicou nas redes sociais uma foto de um grupo com a legenda: “Recordando os bons tempos”.

A imagem está aí. Então, amigos eleitores e leitores: será que o Beto está enganado ao chamar a vice-prefeita de “melancia”? Na foto aparecem pessoas que hoje batem no peito, ficam diante da câmera do celular e juram defender as cores verde e amarelo. Pelo jeito, recordar é viver e também pode ser uma baita dor de cabeça para quem prefere que certas lembranças fiquem guardadas.

Depois da matéria que fiz sobre os prefeitáveis da “Capital do Biquíni”, as águas continuam turvas, mas parece que começam a clarear. Agora cabe a você, cidadão bonitense, decidir se quer beber da água limpa que ainda está na fonte ou mergulhar mais fundo nessa água barrenta e fétida que escorre pelas ruas da nossa cidade e pelas avenidas do nosso Brasil.

São vocês que vão apertar as teclas e decidir o futuro que queremos para nossos filhos e netos. Como disse a autora da postagem: “Recordar é viver”. Do passado ninguém foge, e uma imagem vale mais que mil palavras, principalmente quando aparece na hora errada.

Para concluir, vemos Maicon, da M2, publicar que não quer ser prefeito nem vice. Será? Tomara que não esteja naquela parábola do sapo: “Me joguem no fogo, mas não me joguem na água”. Na política, até quem diz que não quer entrar na disputa às vezes já está com um pé dentro e o outro esperando o resultado da pesquisa.

A foto e a legenda estão aí para o leitor conferir. O Bonito Sem Filtro não precisa colorir ninguém: mostra o registro e deixa a pergunta. Quem hoje jura fidelidade ao verde e amarelo, mas aparece recordando outros tempos, talvez tenha boas explicações. Afinal, recordar é viver; explicar a mudança de cor é que pode dar trabalho.

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