O vereador Cledinaldo Cotócio, um dos três afastados na Operação Dirty Pix (pix sujo), do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), gravou um novo vídeo para justificar a suspensão do mandato.
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No vídeo, o vereador alega que pediu diversos pix para ajudas as pessoas para conseguirem cirurgia e até construir casas.
“Não fiz nada de errado. Não organizei e não faço parte de organização nenhuma de desvio de recursos público, mas de pix, vocês podem ter certeza. Isso eu pedi várias vezes”, declarou.
Segundo o vereador, esses pix eram usados para construir casas, fazer cirurgias e a diferença na vida das pessoas. “Tem gente que tem bastante e eu vou lá e peço”, afirmou.
O caso
O presidente da Câmara de Sidrolândia, Otacir Pereira Figueiredo, cumpriu determinação judicial e suspendeu, por 180 dias, os vereadores Adavilton Joarildo Brandão, Cledinaldo Marcelino Cotócio e Izaqueu de Souza Diniz.
Os vereadores afastados não receberão salário durante os seis meses que estarão impedidos de exercerem a função. “O afastamento do cargo impede o exercício das atividades parlamentares, suspendendo-se, por conseguinte, o pagamento do respectivo subsídio… Fica suspenso o subsídio dos Vereadores citados no art. 1º, durante o período de duração da medida cautelar de afastamento, em razão da cessação do exercício das atribuições inerentes ao cargo, em conformidade com o art. 3º da Lei Complementar 190/2024”, diz a publicação.
A juíza May Melke determinou o afastamento dos vereadores já citados e de três ex-vereadores que hoje ocupam secretarias: Enelvo Felini foi exonerado da Secretaria de Municipal de Desenvolvimento Econômico E Meio Ambiente; Cleyton Martins Teixeira, Secretário Municipal de Agricultura e Abastecimento; e José Ademir Gabardo do cargo em comissão de Assessor de Serviços Especializados, vinculado à SEGOV, Município de Sidrolândia – MS.
O Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagram, na última quarta-feira, a segunda fase da Operação Dirty Pix.
Foram presos: diretor do hospital municipal, Jacob Breure, a policial Cristina Rosa, e o assessor Júlio César Alves. Ainda foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nos Municípios de Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria, em Mato Grosso do Sul.
A investigação do Gecoc teve início a partir da identificação de desvio de recursos públicos destinados à aquisição de um aparelho de ressonância magnética e de autoclave hospitalar, por convênio entre o governo de MS e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, entidade responsável pela gestão do Hospital de Sidrolândia.
Apos a primeira fase da Operação Dirty Pix, em novembro de 2025, foram identificados elementos que indicaram desvios de recursos provenientes de outros convênios celebrados pela entidade, mediante a reprodução de um modus operandi estruturado e reiterado.
Segundo a apuração, o esquema investigado atingiu recursos públicos destinados à aquisição de equipamentos e materiais hospitalares, de unidade de terapia intensiva (UTI) móvel, bem como à execução de obras de reforma do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, cujos valores ultrapassam R$ 18 milhões.
Os policiais constataram que eram elaborados planos de trabalho contendo informações fraudulentas, com superfaturamento de bens e serviços, e direcionamento das contratações para empresas previamente alinhadas ao núcleo investigado. “Após o ingresso dos recursos públicos nas contas da entidade hospitalar, parte dos valores foi desviada das finalidades previstas nos respectivos convênios e posteriormente redistribuída por meio de sucessivas movimentações financeiras, envolvendo repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores, intermediários e interpostas.
Foto: Rodrigo Santos/Midiamax
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