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saiba se a condenada irá para a execução novamente após injeção letal falhar


Resumo
O destino de Christa Pike segue indefinido no Tennessee após uma falha na sua execução por injeção letal, que a levou ao hospital em estado grave. Condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer em 1995, ela seria a primeira mulher executada no estado em mais de dois séculos. Em audiência recente, a promotoria informou que não há ordem de execução pendente, mas evitou descartar uma nova data, enquanto a defesa exige a preservação das provas da tentativa frustrada para contestar o processo.

O futuro de Christa Pike, de 50 anos, permanece indefinido após a tentativa frustrada de execução por injeção letal no Tennessee, nos Estados Unidos. Durante uma audiência realizada nesta quarta-feira (7/10), o procurador-geral adjunto do Estado, John W. Ayers, afirmou que não existe atualmente uma ordem de execução pendente contra a condenada, mas se recusou a esclarecer se uma nova data poderá ser marcada.




Christa Pike (Reprodução Internet)

Christa Pike (Reprodução Internet)

Foto: Contigo

Christa havia sido condenada à pena de morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, cometido em 1995. A execução estava prevista para 30 de setembro e faria dela a primeira mulher executada no Tennessee em mais de dois séculos.

No entanto, o procedimento não foi concluído após problemas durante a aplicação da injeção letal. Christa precisou ser levada às pressas para um hospital em estado grave. Segundo seus advogados, ela “superou todos os prognósticos” e está consciente, embora permaneça algemada ao leito.

Estado evita confirmar futuro da execução

A situação foi discutida nesta quarta-feira no Tribunal de Chancelaria do Condado de Davidson. Advogados de Christa e representantes do Estado participaram da audiência para tratar de uma moção de emergência apresentada pela defesa.

O pedido busca obrigar o Departamento de Correções do Tennessee a preservar todas as evidências relacionadas à tentativa malsucedida de execução.

Durante a audiência, Ayers afirmou que não há, neste momento, uma nova determinação oficial para que a pena seja aplicada.

“Não há ordem de execução pendente para a Sra. Pike, nem qualquer alegação de que uma esteja por vir”, declarou ao tribunal o procurador-geral adjunto, John W. Ayers, segundo reportagem no “NY Post”.

A juíza L’Ashea Myles questionou o representante do Estado sobre a possibilidade de o governo assumir o compromisso de que a execução não seria remarcada. Ayers, porém, não deu uma resposta definitiva.

“Não posso responder a essa pergunta”.

A defesa interpretou a declaração como um sinal de que a possibilidade de uma nova tentativa continua em aberto. Luke Ihnen, um dos advogados de Christa, destacou que o governo não apresentou qualquer garantia nesse sentido.

“O Estado não fez nenhuma promessa de que a Sra. Pike não será submetida a uma execução futura”.

Segundo ele, a preservação das evidências é considerada fundamental para eventuais medidas judiciais que possam ser tomadas posteriormente.

Ele acrescentou que a equipe de defesa busca a preservação das provas por considerá-las “relevantes para qualquer contestação futura que ela venha a apresentar”.

A mãe da vítima, May Martinez, também acompanhou o caso e declarou não acreditar que o Estado tente novamente executar Christa.

O crime que levou Christa ao corredor da morte

O assassinato pelo qual Christa foi condenada aconteceu quando ela tinha apenas 18 anos. Na época, ela e o namorado, Tadaryl Shipp, com a participação de Shadolla Peterson, atacaram Colleen Slemmer, de 19 anos.

Segundo a acusação, Colleen foi espancada e torturada até morrer. Christa teria acreditado que a jovem estava interessada em seu namorado e temia que ela tentasse “roubar o seu namorado”.

A promotoria sustentou que Christa planejou o assassinato contra a “rival amorosa”, enquanto Tadaryl teria participado do crime como forma de demonstrar fidelidade à namorada.

Após o homicídio, o casal chegou a levar um fragmento do crânio da vítima como uma espécie de “lembrança” da violência cometida.

Defesa tentou impedir execução

Antes da tentativa de execução, os advogados de Christa recorreram à Suprema Corte para tentar suspender a pena de morte. Entre os argumentos apresentados estava o histórico de traumas da condenada e o sofrimento relacionado ao transtorno de estresse pós-traumático.

A defesa também alertou para o possível “sofrimento mental severo e terror psicológico adicional” que Christa poderia enfrentar ao ser presa a uma maca e submetida ao procedimento de injeção letal. O recurso, porém, não foi aceito.

Christa também havia feito pedidos específicos sobre a maneira como gostaria que sua execução fosse conduzida. Por causa dos abusos que afirma ter sofrido durante a infância, solicitou que todas as pessoas envolvidas no procedimento fossem mulheres.

A solicitação não foi atendida. Posteriormente, alegando estar “aterrorizada” com a possibilidade de morrer por meio da injeção letal, ela pediu para ser executada por enforcamento. O método, contudo, não é utilizado no Tennessee desde o início do século passado.

Destino dos outros envolvidos

Tadaryl Shipp recebeu inicialmente uma sentença de prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional. Em 2004, entretanto, ele foi condenado novamente após tentar estrangular outro detento durante uma briga dentro da prisão. O episódio acrescentou 25 anos à pena.

Durante o período em que esteve preso, Tadaryl se converteu ao islamismo.

Já Shadolla Peterson, apontada como outra participante do assassinato, conseguiu liberdade condicional depois de colaborar com as autoridades e atuar como informante no processo movido pelo Estado contra Christa e Tadaryl.

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