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Candidato do Agir relata atuação com moradores em Terenos e defende mães chefes de família

Daniel traz trabalho social como principal pauta na disputa ao Senado
Daniel Júnior (Agir) candidato ao Senado durante entrevista ao Campo Grande News (Foto: Luiz Donizete)

Corretor de imóveis, acadêmico de Ciências Sociais e ex-conselheiro tutelar em Terenos, Daniel Rodrigues Júnior, candidato ao Senado pelo Agir, afirma que sua entrada na disputa nasceu da atuação junto a famílias em situação de vulnerabilidade social.

Daniel Rodrigues Júnior, corretor de imóveis e acadêmico de Ciências Sociais de Terenos, candidato ao Senado pelo Agir, defende políticas para mães chefes de família, como cursos profissionalizantes e escolas de tempo integral. Com histórico em projetos sociais desde os 17 anos, ele também prioriza segurança pública e saúde. Candidato em 2020 e 2022, conduz campanha voluntária com mais de 3 mil apoiadores.

Aos 47 anos, Daniel diz que trabalha com projetos sociais desde o fim da adolescência e a candidatura surgiu após receber apoio de pessoas atendidas por ações voltadas principalmente a mães chefes de família.

“Sou corretor de imóveis, sou de Terenos, uma cidade vizinha aqui, sempre trabalhei na área social desde os meus 17, 18 anos. Sou acadêmico de Ciências Sociais e, como a gente trabalha com essas famílias carentes, a gente tem projeto social que mexe com mães chefes do lar”, afirmou.

Segundo ele, uma das principais bandeiras da campanha é ampliar oportunidades para mulheres que enfrentam dificuldades para ingressar ou permanecer no mercado de trabalho por falta de estrutura para cuidar dos filhos.

“O tema é mãe chefe do lar, curso profissionalizante, escola do tempo integral. A gente protege e tem um carinho especial pelos programas sociais porque a gente vê que o programa social bem trabalhado, bem orientado, muda a vida de pessoas”, declarou.

Daniel afirma que ouviu de mulheres atendidas por programas sociais a necessidade de políticas públicas que conciliem trabalho e cuidado com os filhos.

Na avaliação dele, muitas mulheres permanecem em relacionamentos abusivos por dependerem financeiramente dos parceiros ou por não terem onde deixar as crianças enquanto trabalham.

Hoje tem muitas mulheres que vivem em casamento, até casamentos tóxicos, que o cara agride ela verbalmente, psicologicamente, mas ela não sai dessa situação. Primeiro lugar, ela não tem um emprego. Se ela arruma um emprego, ela não tem aonde deixar esse filho”, disse.

O candidato afirma que pretende defender em Brasília políticas voltadas à qualificação profissional, geração de renda e ampliação da educação em período integral.

Além das pautas sociais, Daniel aponta segurança pública e saúde como temas que considera prioritários.

Ele defende maior participação do governo federal no apoio às forças de segurança estaduais e cita a valorização dos policiais como uma das medidas que pretende discutir. “A nossa polícia em si, ela recebe um mau salário. Mas a gente pode fazer parceria com o governo federal”, afirmou.

Daniel traz trabalho social como principal pauta na disputa ao Senado
Sua principal atual social é em Terenos, onde começou a caminhada política (Foto: Luiz Donizete)

Trajetória política – Daniel Rodrigues Júnior já disputou eleições anteriores. Em 2020, foi candidato a vereador por Terenos e ficou como suplente. Em 2022, concorreu a deputado federal, mas não foi eleito.

Nesta eleição, ele afirma fazer uma campanha com estrutura reduzida, baseada principalmente em voluntários e redes sociais. Segundo o candidato, mais de 3 mil pessoas participam da mobilização, principalmente mulheres chefes de família.

“Minha campanha é uma campanha alternativa de internet. A nossa campanha é feita de colaboradores voluntários”, afirmou.

Ele também critica o uso de recursos públicos em campanhas eleitorais e diz ter recusado recursos do fundo partidário oferecidos pelo partido. “Ou é um negócio puro, limpo, de coração, ou não queremos”, declarou.

Casado há mais de 20 anos e pai de um filho, Daniel diz que pretende defender uma mudança na relação entre eleitores e políticos, com maior acompanhamento dos mandatos após as eleições.

“A eleição não é só você ir votar no dia da eleição. É você fiscalizar quem você votou”, termina.



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