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Execução de jovem em Dourados chega à fronteira e empresário é o quarto preso

Investigação sobre a morte de Vitor Orsini, de 19 anos, alcançou Ponta Porã e tenta descobrir quem ordenou o crime e qual foi a motivação

A execução de Vitor Orsini, de 19 anos, dentro de uma garagem de veículos em Dourados, deixou de ser apenas a procura pelo homem que apertou o gatilho. Duas semanas depois do crime, quatro investigados estão detidos e o trabalho do Setor de Investigações Gerais (SIG) avançou até Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

O mais recente preso é o empresário Cláudio Henrique de Arruda, proprietário de academia em Ponta Porã. A prisão preventiva foi cumprida na sexta-feira (21), durante uma operação conjunta das equipes policiais de Dourados e Ponta Porã. Também foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão.

Durante as buscas, segundo informações divulgadas sobre a operação, foram encontradas 38 munições calibre .380 escondidas em um fundo falso de um móvel, cerca de R$ 10 mil em dinheiro e outros objetos. As munições resultaram ainda em autuação em flagrante por posse irregular.

A Polícia Civil, entretanto, ainda não detalhou publicamente qual participação atribui ao empresário na morte de Vitor. A prisão preventiva mostra que os investigadores encontraram elementos considerados suficientes para pedir a medida à Justiça, mas isso não permite tratá-lo antecipadamente como mandante do homicídio.

Antes dele, o SIG já havia chegado a Denis Barbosa de Melo, apontado na investigação como responsável pelos disparos, e a Alexsander Gonçalves Borges, suspeito de pilotar a motocicleta usada no crime. Um adolescente de 17 anos também foi apreendido por suposta participação na logística.

Vitor foi morto no dia 7 de agosto, na Avenida Hayel Bon Faker. Imagens registraram a ação. O criminoso se aproximou do jovem e efetuou três disparos contra sua cabeça, fugindo em seguida. A investigação conseguiu acompanhar parte da movimentação dos envolvidos antes e depois do homicídio e encontrou conexões com Ponta Porã.

É justamente esse caminho até a fronteira que agora chama atenção. A polícia já identificou suspeitos ligados à execução e ao deslocamento utilizado no crime. O ponto ainda não esclarecido publicamente está acima dessa estrutura: quem ordenou a morte e por qual motivo?

Entre as linhas investigadas está inclusive a possibilidade de Vitor não ser o verdadeiro alvo da execução. Essa hipótese, divulgada pela imprensa durante o avanço das investigações, ainda precisa ser confirmada oficialmente. Caso se sustente, surge uma pergunta ainda mais grave: quem deveria ter sido assassinado naquela garagem?

A prisão do empresário acrescenta uma nova peça, mas não fecha o quebra-cabeça. Agora será o conteúdo apreendido nas buscas, somado aos depoimentos e demais provas reunidas pelo SIG, que poderá mostrar se existe alguém acima dos executores e qual foi a verdadeira razão para uma morte planejada com tamanha frieza.

A polícia avançou rápido sobre quem teria participado da ação. O mistério que permanece é descobrir de onde partiu a ordem.

Bonito Sem Filtro News

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