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Vacinação contra raiva em Corumbá e Ladário neste sábado


Tutores poderão levar cachorros e gatos para serem vacinados em Corumbá e Ladário neste sábado (22)

Onde último caso de raiva humana ocorreu em MS, fronteira recebe campanha
Gatinhos prontos para serem vacinados, na Capital, dividem espaço na caixa de transporte (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Corumbá e Ladário, municípios da fronteira de Mato Grosso do Sul com o departamento de Santa Cruz, na Bolívia, recebem campanha de vacinação contra a raiva canina e felina mobilizada pelo Ministério da Saúde neste sábado (22).

Corumbá e Ladário recebem neste sábado campanha de vacinação contra raiva canina e felina promovida pelo Ministério da Saúde, que também contempla cidades da fronteira com Bolívia e Peru. O Brasil não registra raiva humana transmitida por cães há dez anos, mas o vírus circula entre animais silvestres. Em Mato Grosso do Sul, o último caso humano ocorreu em 2015, em Corumbá, com desfecho fatal.

Além de vacinas, haverá distribuição de materiais com informações sobre a doença. Outras cidades da fronteira com a Bolívia e o Peru participam da ação simultaneamente: Assis Brasil (AC), Epitaciolândia (AC), Brasiléia (AC), Cáceres (MT) e Guajará-Mirim (RO).

“Essa ação fortalece a vigilância integrada da raiva e a vacinação de cães e gatos em regiões de fronteira, onde a circulação de pessoas e animais entre diferentes países exige ações coordenadas de prevenção e controle”, explica o diretor do departamento de doenças transmissíveis da pasta federal, Francisco Edilson Ferreira.

Onde último caso de raiva humana ocorreu em MS, fronteira recebe campanha
Cobertura vacinal da campanha antirrábica canina no ano de 2025 por municípios — a maioria em MS precisa melhorar (Mapa: Reprodução/Ministério da Saúde)

Os vacinadores receberam materiais para trabalharem com segurança e conservarem bem as vacinas. Caixas térmicas, termômetros, cambões, cordas e focinheiras foram fornecidos pelo Ministério.

Uma década – O Brasil não registra casos de raiva humana transmitidos pelas variantes de cães (AgV1 e AgV2) há 10 anos, segundo o Ministério da Saúde.

Em Mato Grosso do Sul, o registro mais recente da doença em humano ocorreu em 2015, justamente na fronteira. A vítima foi um homem de 38 anos, de Corumbá, mordido por um cachorro. Ele chegou a ser transferido para o Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), em Campo Grande, e ficou dias internado, mas não resistiu.

Apesar do período livre da raiva humana, o vírus continua circulando entre animais silvestres, principalmente morcegos, primatas e raposas. O cenário reforça a importância de manter os pets vacinados e buscar atendimento rapidamente diante de sintomas suspeitos.

Entre 2016 e 2026, foram confirmados 37 casos de raiva humana no Brasil, todos associados a variantes silvestres. Os morcegos estiveram envolvidos em 22 casos. Também houve registros relacionados a primatas (7), felinos infectados com variante de morcego (4), raposas (2), cão infectado com variante de morcego (1) e bovino infectado com variante de morcego (1).



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